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Resenha: O verão em que salvei o mundo em 65 dias

Título: O verão em que salvei o mundo em 65 dias
Autora: Michele Weber Hurwitz
Gênero: Romance YA (Jovem Adulto)
Editora: Rocco Jovens Leitores
ISBN: 9788579803291
Páginas: 288
Nota: 5/5

Sinopse: 
Um verão. Uma menina. Um plano. 65 maneiras de fazer a diferença. Neste livro romântico e cativante, Michele Weber Hurwitz, elogiada autora de livros juvenis, conta a história de Nina Ross, uma menina de 13 anos que, um pouco entediada e solitária durante as férias, resolve dar um gostinho diferente aos seus dias com um plano inusitado: fazer uma boa ação por dia, anonimamente, a alguém de sua vizinhança. A cada um dos 65 dias em que põe seu plano em prática, Nina descobre algo novo sobre seus vizinhos e sua família capaz de surpreendê-la. E aprende que as coisas podem não acontecer sempre do jeito que esperamos, mas podem ser ainda melhores. Como o verão inesquecível em que ela salvou o mundo – ou pelo menos fez uma pequena diferença nele – e as próprias férias.



Comecei a ler o livro e quando vi já havia lido mais da metade e não tive vontade de parar, o li de uma vez só. A escrita é leve, o assunto é pertinente e os personagens são cativantes,  a autora fez de uma forma que não teve jeito: a história me prendeu como a muito tempo um livro não fazia.


Nina é uma adolescente de 13 anos que se sente solitária depois que a avó faleceu, o irmão mais velho se afastou e os pais ficaram obcecados pelo trabalho. Mas isso não a faz uma garota triste ou que fica se lamentando, talvez por isso eu tenha amado a personagem, ela tem vários motivos para se sentir triste mas resolve simplesmente fazer boas ações, não por querer ocupar um espaço vazio dentro de si ou para chamar a atenção, ela apenas atende a um impulso estranho que teve.


“Quando decidimos fazer algo e sabemos que é a coisa certa, não devemos deixar ninguém nos convencer do contrário”

Enquanto estava deitada em uma rede refletindo sobre a vida Nina oberva a vizinha idosa e com a perna quebrada, a Sra. Chung, enfrentando dificuldades para cuidar do jardim então  resolve ajudar e acaba gostando da sensação e a partir daí ela decide fazer uma série de boas ações: 65 boas ações, uma para cada dia do verão. São coisas simples, que não envolvem dinheiro, apenas boa vontade, coisas que vão de plantar um jardim até elogiar a mãe da sua melhor amiga.
“Pela primeira vez na vida não esperei que alguém tomasse uma atitude.E esse é o começo de tudo”


“ Mas o projeto de sessenta e cinco coisas é algo que quero terminar. Tenho que terminar. São sorrateiras, divertidas e emocionantes. Adoro pensar nelas, descobrir como mantê-las em segredo. Toda vez tenho a sensação de plenitude, de poder. Força. Esperança. ”
Os demais personagens também são ótimos. Temos a Sra.Millman que começa a desconfiar e até ficar paranoica com as boas ações que começam a acontecer anonimamente na vizinha, o que caracteriza bem como o mundo de uma forma geral está desacostumado com boas ações e gentileza (infelizmente).
Eli, o vizinho e ex-amigo de infância que acredita que boas ações não mudam nada,
E como não falar de Thomas, uma das crianças da vizinhança, que brinca de super-herói com sua capa, o personagem mais fofo de toda a história. Na verdade, toda a vizinhança tem moradores interessantes.

“... e se as coisas ruins não forem tão obvias? Se forem apenas parte do que está ao nosso redor, mas não conseguíssemos enxergar direito. E se forem nós mesmo? Tipo, o jeito que agimos ou deixamos de agir? [...] e se a solução for simplesmente o bem? Pequenas coisas simples e boas, coisas que ninguém percebe, tão comuns que se tornam extraordinárias. E se as pessoas comuns pudessem ser heróis?

Acredito que todos deveriam ler esse livro independentemente da idade ou do gênero que mais gostam porque é quase impossível terminar essa leitura e não sentir vontade de fazer pelo menor uma boa ação, por menor que seja pode fazer muita diferença na vida de quem for beneficiado. E a autora mostrou muito bem isso nesse livro sensível que ao mesmo tempo consegue ser leve e divertido. 
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