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Resenha: Dez coisas que aprendi sobre o amor

Titulo: Dez coisas que aprendi sobre o amor
Autor: Sarah Butler
Gênero: Drama
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581637778
Paginas: 256
Nota: 3

Sinopse:
Por quase 30 anos, quando a brisa de Londres torna-se mais quente, Daniel caminha pelas margens do Tâmisa e senta-se em um banco. Entre as mãos, tem uma folha de papel e um envelope em que escreve apenas um nome, sempre o mesmo. Ele lista também algumas coisas: os desejos e o que gostaria de falar para sua filha, que ele nunca conheceu. Alice tem 30 anos e sente-se mais feliz longe de casa, sob um céu estrelado, rodeada pela imensidão do horizonte, em vez de segura entre quatro paredes. Londres está cheia de memórias de sua mãe que se fora muito cedo, deixando-a com uma família que ela não parece fazer parte. Agora, Alice está de volta porque seu pai está morrendo. Ela só pode dar-lhe um último adeus. Alice e Daniel parecem não ter nada em comum, exceto o amor pelas estrelas, cores e mirtilos. Mas, acima de tudo, o hábito de fazer listas de dez coisas que os tornam tristes ou felizes. O amor está em todas as partes desta história. Suas consequências também. Sejam boas ou más. Até que ponto uma mentira pode ser melhor do que a verdade?

 O livro é narrado em primeira pessoa e dois personagens intercalam os capítulos nos dando a visão de ambos os personagens. Em alguns capítulos Alice em outros Daniel compartilham seus sentimentos com o leitor.


Alice é uma jovem que perdeu sua mãe quando criança e está retornando para a sua cidade natal pois o pai se encontra muito doente. Quando a narrativa é da Alice presenciamos a dor de pessoas que enfrentam a tristeza de ver um ente querido com uma doença terminal e passar os últimos momentos ao seu lado.
Sempre pensamos no futuro que poderíamos ter ao lado da pessoa, voltamos no passado para relembrar bons momentos vivenciados, mas também costumamos pensar nas coisas que podíamos ter dito ou feito quando não levamos em conta que um dia aquela pessoa não estará mais conosco. Isso é quase uma constante, sempre que conversamos com alguém que perdeu alguém recentemente, primeiramente a pessoa lembra de alguma palavra atravessada que disse ou de quando ficou sem falar com a pessoa por um motivo bobo.

"- Você alguma vez discutiu com uma pessoa que... sei lá, se foi? - pergunto [...] E, quando você pensa nisso, percebe que nunca fez nada além de discutir com ela. Ou que nunca disse o que realmente importava. Não de verdade. E  daí ela se vai e não há nada que você possa fazer, sabe? - Passo o dedo por uma das rosas. Tento me lembrar de ter escolhido esse papel de parede. É horrível."

Assim durante o livro compartilhamos este momento doloroso da vida da jovem que além disso tem o sentimento que o pai e a irmã não gostavam tanto dela e até mesmo se sente um pouco culpada pela morte de sua mãe há tantos anos.
Alice uma jovem que gosta de viajar, volta para casa e passa mais tempo com as suas irmãs e sobrinhos, tendo que lidar com o sentimento do luto e também de uma paixão não esquecida por seu ex namorado, além de decidir o que fará daqui em diante.

Daniel é um senhor morador de rua, que passa os dias andando pela cidade e recolhendo objetos coloridos. Tem uma mania, cada letra possui uma cor específica e ele passa o dia escrevendo palavras. Por conta de sua vida, a saúde dele não está tão boa e no primeiro capítulo já nos é apresentado que Daniel tem que evitar emoções e deixar seu coração mais calmo.
Através de suas histórias e fala podemos perceber que ele não viveu sempre na rua, estudou com certeza e possui um tanto de cultura na vida.

"A questão é que você perde o ritmo do cotidiano. Dormir, se lavar, fazer a barba, comer, sair para o trabalho. A coisa toda se desintegra mais rápido do que você acha. Você me perguntará por que eu vivo como vivo. Você tem todo o direito. Mas há mais de uma resposta."

Enquanto está narrando temos bastante informação de como é a vida de moradores de rua, em busca de um lugar para comer, roupas diferentes, abrigo do frio e chuva. Bem como as amizades formadas e as pessoas que estão dispostas a ajudar sem esperar nada além do que a amizade, a satisfação de ver a felicidade do próximo. Muitos momentos em que a empatia fala mais alto do que a ganância.
Este senhor também compartilha suas lembranças, algumas sobre sua família e outras sobre a mulher pela qual ele foi completamente apaixonado, com ela teve uma filha porém nunca a encontrou. Este é um dos sonhos que ele ainda conserva, conhecer a filha que teve e explicar o motivo de sua ausência, expressar esse amor que existe dentro de seu peito desde o dia que soube da gravidez.

"Você não pode sentir saudade de alguém que nunca conheceu. Mas sinto saudade de você."

A princípio os dois não possuem nada em comum, mas no desenvolver da narrativa as histórias vão se encontrar.
Uma coisa muito interessante do livro é que cada início de capítulo traz uma lista de dez coisas escrita pelo personagem que vai narrar o capítulo (Alice ou Daniel). Cada lista traz um tema totalmente diferente, mas sempre tem ligação com o que vai ser compartilhado no capítulo. Deixa o leitor mais conectado com os personagens, assim conhecemos mais ainda sobre os pensamentos/sentimentos de cada um.
A escrita da autora é bem tranquila, por isso é um livro rápido, daqueles que você nem percebe a quantidade de páginas já lidas.
Apesar de abordar vários temas complexos da vida de algumas famílias, foi um drama leve de se ler.
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