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Resenha: Matéria Escura


Titulo: Matéria Escura
Autor: Blake Crouch
Gênero: Thriller/Sci-fi
Editora: Intrínseca
ISBN: 978-85-5100-122-6
Páginas: 352 páginas
Nota: 5/5

Sinopse: 
“Você é feliz com a vida que tem?”Essas são as últimas palavras que Jason Dessen ouve antes de acordar num laboratório, preso a uma maca. Raptado por um homem mascarado, Jason é levado para uma usina abandonada e deixado inconsciente. Quando acorda, um estranho sorri para ele, dizendo: “Bem-vindo de volta, amigo.”Neste novo mundo, Jason leva outra vida. Sua esposa não é sua esposa, seu filho nunca nasceu e, em vez de professor numa universidade mediana, ele é um gênio da física quântica que conseguiu um feito inimaginável. Algo impossível. Será que é este seu mundo, e o outro é apenas um sonho? E, se esta não for a vida que ele sempre levou, como voltar para sua família e tudo que ele conhece por realidade?Com ritmo veloz e muita ação, Matéria escura nos leva a um universo muito maior do que imaginamos ao mesmo tempo em que comove ao colocar em primeiro plano o amor pela família. Marcante e intimista, seus múltiplos cenários compõem uma história que aborda questões profundamente humanas, como identidade, o peso das escolhas e até onde vamos para recuperar a vida com que sonhamos.


“Todos nós vivemos, dia após dia, totalmente alheios ao fato de que fazemos parte de uma realidade muito maior e mais estranha do que se pode imaginar.”

Vamos jogar o jogo do “e se...?”? Em Matéria escura, Blake Crouch traz todos os “e se’s” da vida de Jason Dessen. E se ele não tivesse escolhido sua família à carreira promissora? E se ele não tivesse tido seu filho? E se não tivesse se acomodado a vida de casado? E se seu projeto cientifico realmente tivesse ido para frente? A cada caminho que escolhemos percorrer deixamos dezenas de outros para trás, possibilidades que nunca foram concretizadas. Mas e se em outras realidades tenhamos, talvez, tomado escolhas diferentes?
Em uma noite como outra qualquer, ao sair para se encontrar com um amigo e comprar sorvete para a família, Jason é perseguido e sequestrado por um mascarado que o faz trocar de roupas e aplicar uma droga em seu organismo e como resultado disso Jason apaga. Quando acorda está em um laboratório cheio de pessoas desconhecidas, mas que parecem conhecê-lo, o real pesadelo na vida de Jason começa.
Com uma narrativa rápida e sucinta Crouch consegue tanto explicar a ciência como apresentar sua história de maneira muito crível. Com uma pergunta simples de premissa que todos em algum momento da vida já fizeram ele consegue dar uma andamento fluido e interessante, em uma escrita frenética, que apesar de contar com capítulos um tanto grandes não consegue nos cansar ou entediar. E apesar de ter alguns momentos lentos, o plot principal é o suficiente para te prender até o fim em um só fôlego.
“A coisa mais bela que podemos experimentar é o mistério.”

Eu comecei a leitura já conhecendo o plot principal do livro (até porque a sinopse já entrega isso), porém quem consegue ler o livro sem spoilers e não tem ideia do que está acontecendo com Jason terá uma experiência muito mais completa do livro, pois conseguirá se questionar e duvidar junto com Jason de cada loucura que acontece com ele.
Porém não é a grande dúvida de Jason que realmente move a história, pois assim que ela é realmente esclarecida é que começamos a verdadeira aventura, a busca em que entramos junto com o personagem principal é sim o que move o plot e traz ainda mais ação para essa história.
Apesar de o personagem principal ser bem desenvolvido, Blake pecou um pouco com os outros personagens, principalmente com a companheira de aventura de Jason, Amanda, que poderia ter tido um desenvolvimento mais elaborado. De qualquer forma isso não consegue estragar a experiência de leitura.
A edição brasileira da Intrínseca está impecável, em capa dura, mantendo a arte da edição original, a tradução de Alexandre Raposo não traz grandes problemas e a revisão foi cuidadosa.
Apesar de muitas vezes o livro fugir um pouco do sci-fi puro e querer te fazer pensar muito em questões um tanto quanto existencialistas demais (o que é de se esperar já que uma pergunta puramente existencialista é sua premissa principal) e muitas vezes o personagem principal e sua busca serem um pouco irritantes e cansativas, a história consegue sim prender o leitor e é um excelente ponto de entrada para o universo sci-fi. A melhor definição que eu poderia dar para Matéria Escura é: um episódio politicamente correto de Rick&Morty.
“Estamos apenas vagando pela tundra da nossa existência, atribuindo valor ao inútil, quando tudo que amamos e odiamos, tudo em que acreditamos e pelo que lutamos, matamos e morremos é tão sem sentido quanto imagens projetadas sobre acrílico.”
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