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Resenha: A Garota que Tinha Medo

Titulo: A garota que tinha medo
Autor: Breno Melo
Gênero: Drama
Editora: Chiado
ISBN: 9789895123315
Paginas: 280
Nota: 4

Sinopse:
Marina é uma jovem que faz tratamento para a síndrome do pânico. Às voltas com o ingresso na universidade, um novo romance e novas experiências, Marina tem seu primeiro ataque de pânico. Sua vida vira de cabeça para baixo no momento mais inapropriado possível e então psiquiatras e psicólogos entram em cena. Acompanhamos suas idas ao psiquiatra e ao psicólogo, o tratamento farmacológico e a psicoterapia. Ao mesmo tempo, conhecemos detalhes de sua vida amorosa e sexual, universitária e profissional, social e familiar na medida em que elas são marcadas pela síndrome. Um tema atual. Uma excelente obra tanto para conhecimento do quadro clínico como entretenimento, narrada com maestria e de uma sensibilidade notável.

 "Há mais loucura ou falta de razão no preconceito das pessoas em geral sobre os distúrbios mentais que nos distúrbios mentais em si".


Hoje a resenha é sobre um assunto sério.

O livro do Breno Melo vai nos apresentar Marina, uma jovem de 18 anos que tem a sua primeira crise de pânico e descobre posteriormente possuir a doença pouco falada que é a Síndrome do Pânico.

Narrado por Marina como se fosse um livro de memórias, compartilhamos as experiências vividas pela jovem desde a descoberta até o tratamento da doença.
A adolescência já é um período conturbado na vida das pessoas, aqueles que são introspectivos tendem a sofrer mais durante a faculdade e nessa transição de criança para adulto. A protagonista mostra, além desses conturbações normais que os jovens vivem, como a doença influenciou a sua vida.

"Acreditei que morreria e tive medo. Um medo inexplicável da morte enquanto esperava desmaiar a qualquer momento. Tinha certeza de que eu morreria assim que fechasse os olhos. [...] Pavor é a palavra mais leve para descrever o que senti nesse momento. Pavor e desespero."
Términos de namoros, drogas, sexo, bebida alcoólica, faculdade, festas, tudo é nos contado e mais o terror de sofrer o preconceito que infelizmente na maioria dos casos começa onde deveríamos encontrar somente apoio e amor, na nossa própria família.

Como a maioria dos distúrbios psicológicos, a síndrome do pânico, não é facilmente diagnosticada e geralmente é taxada como frescura ou simplesmente dizem que a própria pessoa se entregou para a situação. Aí que encontramos a primeira barreira, a pessoa que está sofrendo tem medo da pressão que sofrerá dos mais próximos e até mesmo quando abre seu coração para dizer o que sente nos momentos de crise (Seja ela do pânico, de ansiedade, depressão) escuta que ela não tem nada, que basta somente não pensar na situação, como se fosse de seu desejo sofrer por dores físicas que decorrem de algum problema psicológico.

"Meus colegas de turma tinham medo de mim. Mas eles não sabiam o que era ter medo. Ninguém ali havia passado pelo o que passei. Me senti uma leprosa, mas minha doença não era contagiosa. A verdade é que eu não podia fazer mal a ninguém, senão a mim mesma, além de sofrer com o preconceito de terceiros."
Com a escrita fácil, temos a impressão de estar conversando com a própria Marina enquanto lemos o livro. Todos os sentimentos, dores, tratamentos, pensamentos e experiências pelas quais ela passa são passados de forma clara.

Um livro muito interessante e que abre os olhos para como as pequenas atitudes tem influência na vida das pessoas que já passam por situações de conflito interno. Além é claro de possuir muita informação sobre o distúrbio pouco compreendido. Recomendo esta leitura para que possamos agir de modo correto quando nos depararmos com qualquer pessoa que esteja passando por uma crise.

"Quem supera seus medos é mais corajoso que aquele que nunca os teve ou jamais os enfrentou."
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