Clique em "Participar deste site" e fique por dentro de tudo o que rola no blog Sociedade dos Leitores Compulsivos!

Resenha: O último Adeus

Título: O Último Adeus
Autora: Cynthia Hand
Editora: DarkSide Books
Páginas: 352
ISBN: 9788594540027
Nota: 4,5
Sinopse: 
O Último Adeus é narrado em primeira pessoa por Lex, uma garota de 18 anos que começa a escrever um diário a pedido do seu terapeuta, como forma de conseguir expressar seus sentimentos retraídos. Há apenas sete semanas, Tyler, seu irmão mais novo, cometeu suicídio, e ela não consegue mais se lembrar de como é se sentir feliz.O divórcio dos seus pais, as provas para entrar na universidade, os gastos com seu carro velho. Ter que lidar com a rotina mergulhada numa apatia profunda é um desafio diário que ela não tem como evitar. E no meio desse vazio, Lex e sua mãe começam a sentir a presença do irmão. Fantasma, loucura ou apenas a saudade falando alto? Eis uma das grandes questões desse livro apaixonante


Além de lidar com a perda de seu irmão que cometeu suicídio, Lex também precisa encarar uma realidade nada promissora: sua mãe está depressiva, o relacionamento com seu pai nunca foi dos melhores e a convivência com seus amigos está se deteriorando.

A autora conseguiu inserir na narrativa um toque de leveza, embora a mesma fale de um tema pesado e triste, talvez porque embora os fatos aconteçam à volta do suicídio de Taylor esse não é exatamente o foco. O foco é sobre Lex viver (ou sobreviver) após a perda do irmão. É sobre seguir em frente e lutar para superar fatos que você não pode mudar. Mas já aviso: há momentos emocionantes que te farão engolir em seco ou até mesmo sentir vontade de chorar, a autora te lembrará de que a história de pano de fundo é sobre um garoto que tirou a própria vida porque “estava se sentindo muito vazio”.

“O que eu queria que Dave dissesse era que o buraco é horrível, sim, totalmente horrível, mas que é normal, e que vai melhorar, não piorar, e que eu não vou morrer, pelo menos ainda não. Vai doer por um tempo, mas vou viver.” Página 44.

Não pense também que o livro seguirá uma linha de lamentação e tristeza absoluta. Lexi está triste sim, mas também tenta seguir com sua vida, tenta ajudar sua mãe que se afunda em saudades e lágrimas. E acredito que esse seja um dos pontos fortes do livro: a autora conseguiu o equilíbrio entre leveza e tristeza.

“Existe morte ao nosso redor. Em todos os lugares para onde olhamos. 1,8 pessoas se matam a cada segundo. Só não prestamos atenção. Até começarmos a notar.” Página 251.
“É um baita clichê, a ideia de que o tempo cura todas as feridas, mas é verdade. Os clichês são clichês por algum motivo, acho” página 292.

DarkSide mais uma vez nos trás uma edição encantadora, as letras em tom azul remetem a uma escrita em diário e a cada passagem a folha é rabiscada. Na parte de trás há uma marcação que lembra marcas de caneta e acredite: muitas pessoas me perguntaram se eu tinha feito aquilo com o livro.

Talvez você esteja certa e o que parece ser amor não passe de uma combinação de certos químicos de nosso corpo. Mas se acreditarmos que o amor é uma força poderosa que nos une, e se essa crença nos trouxer felicidade e estabilidade nesse mundo tumultuado, qual é o problema? Página 76.

Outro ponto que me levou a gostar muito desse livro é que a autora consegue alertar sobre suicídio de uma forma natural, sem soar como uma lição ou algo forçado. Ela mostra dados e estatísticas através de Lex que é uma viciada em números, ela nos fala o que acontece com os familiares de quem comete suicídio, ela nos mostra que a vida é preciosa e tem que ser vivida e que devemos estender a mão para quem precisar.
Share on Google Plus

0 comentários:

Olá, compulsivo (a)!!!

Sinta-se à vontade e diga-nos o que achou deste post!