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Resenha: More Happy Than Not

Título: More Happy Than Not
Gênero: Drama/LGBT
ISBN: 1616955600
Autor: Adam Silvera
Ano de publicação: 2015
Editora: Soho Teen
Páginas: 304
Plataforma: Audiobook/E-book
Nota: 5/5

Sinopse: 
Nos meses após o suicídio de seu pai tem sido difícil para a Aaron Soto, de dezesseis anos de idade, encontrar a felicidade novamente - mas ele ainda está procurando. Com o apoio de sua namorada Genevieve e sua mãe, ele está lentamente se lembrando de qual é a sensação. Mas a dor e a cicatriz em forma de sorriso em seu pulso o impede de esquecer completamente.
Quando Genevieve viaja  por algumas semanas, Aaron gasta todo o seu tempo saindo com esse cara novo, Thomas. Os amigos de Aaron percebem, e eles não estão exatamente felizes com isso. Mas Aaron não pode negar a felicidade que Thomas traz ou como Thomas o faz sentir-se seguro de si mesmo, apesar das tensões que sua amizade está criando com sua namorada e amigos. Uma vez que Aaron não pode ficar longe de Thomas ou apagar seus sentimentos recém-descobertos por ele, ele considera passar pelo revolucionário procedimento de alteração de memória do Instituto Leteo, mesmo que isso signifique esquecer quem ele realmente é.
Por que a felicidade tem que ser tão difícil?


I would do my damn best to be more happy than not.” 

Adam Silvera estreia com tudo nesse romance LGBT. Nas 304 páginas que compõem esse livro (na edição da Soho Teen) ele consegue trazer com uma transparência inacreditável, todos os medos e sonhos de um menino de 16 anos que não quer nada mais do que ser feliz, mas tem medo da própria felicidade.
A obra leva seu tempo para chamar, efetivamente, a atenção do leitor, porém depois que você se conecta com Aaron, sente seus medos, suas angustias e alegrias, você é tomado por um sentimento arrebatador.

“Happiness shouldn’t be this hard.”

Aaron é um garoto latino que vive em um bairro pobre de Nova York, com uma mãe ausente (que precisa trabalhar em dois empregos para manter a família) e um irmão desligado em um apartamento de apenas um quarto, o que faz com que ele e o irmão precisem dormir na sala. O livro se passa após o suicídio do pai dele, o qual nunca é verdadeiramente esclarecido, e traz Aaron lidando com o fato do pai tê-los abandonado e seguido por esse caminho sem volta.
Aaron tem também uma namorada, Genevive, que para ele é o único motivo de alegria na vida.

“I have to push ahead with the people who don't take the easy way out, who love me enough to stay alive even whe life sucks” 

Inicialmente é um pouco complicado se conectar com Aaron, ele parece não saber o que quer e o que está fazendo com a própria vida. Tudo parece acontecer para ele como se fosse uma cena pós créditos, a vida dele já aconteceu, acabou no momento que o pai dele preferiu estar morto a  estar com a própria família, e isso de certa forma amarga os pensamentos dele. 

Ele mantém uma coleção de quadrinhos pelo simples fato de que gosta que os outros pensem nele como alguém que coleciona algo, tem alguns amigos com os quais passa bons momentos, mas não são realmente confidentes e está prestes a dar um passo importante em seu relacionamento com Genevive, e então aparece Thomas.

Se Genevive antes era o único motivo de alegria na vida de Aaron, Thomas passa a tomar este lugar lindamente. Ele é tudo que Aaron precisa, e Aaron é tudo que Thomas precisa, eles se completam e se tornam um. E esse sentimento confunde Aaron.

“Memories: some can be sucker punching, others carry you forward; some stay with you forever, others you forget on your own.

More Happy Than Not explora o impacto que suas memórias têm sobre quem você é, como elas lhe fazem crescer, e que esquecer nem sempre é o melhor caminho a se tomar. Porque nesse mundo, se você quiser esquecer você pode e o Instituto Leteo é o responsável por isso.

Esse é sim um livro triste. Coisas ruins acontecem com pessoas boas, e por vezes não existe justiça, e é isso o que More Happy Than Not traz. Nem tudo é bonito, e nem sempre pode existir um final feliz, mas essa é a vida, supere. Porém é isso que torna a história tão crível, mesmo com alguns elementos Sci-fi. Aaron é apenas um menino do Bronx que está em um momento de transição entre a infância para a vida adulta, que faz sexo, bebe, trabalha, brinca e acaba se apaixonando pelo melhor amigo.
Se você espera que as coisas possam melhorar, esqueça. Mesmo triste, o inicio desse livro se chama (literalmente) felicidade, e como a felicidade é o pico, as coisas só tendem a piorar, e é o que acontece. 

Portanto se você é um “happy end guy”, alguém que acredita que para tudo existe justiça e que as pessoas podem realmente ser felizes, esse não é um livro para você, pois aqui a única coisa que você pode esperar é que as coisas não piorem.

“The boy with no direction taught me something unforgettable: happiness comes again if you let it.”

More Happy Than Not é definitivamente um livro tocante, que trata a diversidade de maneira crua e nos tiraros óculos cor-de-rosa que por veze escolhemos colocar para enxergamos que por vezes simplesmente não tem como ser feliz, temos que aprender a lidar com o que nos deixa triste, crescer com isso e tentar ser um pouco melhor a cada dia.
“I’m more happy than not. Don’t forget me.” 

P.S. : O livro sai no Brasil possivelmente esse ano (2017) pela Rocco, provavelmente com o título "Podia ser pior".
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