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Resenha: It ends with us

Título: It ends with us
Gênero: Romance/Drama
ISBN: 9781574321753
Autor: Colleen Hoover
Ano de publicação: 2016
Editora: Atria Books
Páginas: 386
Plataforma: Audiobook
Nota: 5

Sinopse: 
Lily nunca teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar duro para atingir os seus objetivos. Ela percorreu um longo caminho desde a pequena cidade no Maine, onde ela cresceu. Ela se formou na faculdade, mudou-se para Boston e começou seu próprio negócio. Então, quando ela sente uma faísca por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo na vida de Lily, de repente, parece quase bom demais para ser verdade. Ryle é assertivo, teimoso, talvez até um pouco arrogante.

Ele também é sensível, brilhante e tem um fraco por Lily. E a maneira como ele fica com roupa cirúrgica não é nada mal. Lily não consegue tirá-lo da cabeça. Mas a aversão completa de Ryle a relacionamento é preocupante. Mesmo quando Lily se torna a exceção a sua regra de namoro, ela não consegue deixar de divagar sobre o motivo que fez Ryle ser como é.

A medida que perguntas sobre o seu novo relacionamento invadem a sua mente, pensamentos acerca de Atlas Corrigan — seu primeiro amor e uma conexão com o passado que ela deixou para trás — também passam a dominá-la. Ele era sua alma gêmea, seu protetor. Quando Atlas de repente, reaparece, tudo o que Lily construiu com Ryle está ameaçado.


“There is no such thing as bad people. We’re all just people who sometimes do bad things.”
Há certos assuntos que evitamos falar, que nos colocam em posições desconfortáveis, há certos assuntos que nos dão medo, estranheza, e quando se trata desses assuntos ninguém melhor do que Colleen Hoover para trazê-los a tona da profundeza do esquecimento e jogá-los na nossa frente, nos obrigar a refletir e discutir.
Honesto, cru e impiedoso são alguns sinônimos que definem muito bem It ends with us. Um livro que não tem medo de jogar na nossa cara o que já sabemos e apenas temos receio de admitir.
Violência doméstica é algo que está em evidência há muito tempo, principalmente quando se trata de violência contra a mulher. E mesmo assim um dos principais questionamentos quando casos de violência vem a mídia é o porquê da mulher não ter procurado ajuda, o porquê dela continuar com o abusador e essa é a discussão que Hoover apresenta com maestria nesse livro.

“Just because someone hurts you doesn't mean you can simply stop loving them. It's not a person's actions that hurt the most. It's the love. If there was no love attached to the action, the pain would be a little easier to bear.” 

Uma questão que ela sempre coloca em check na obra é: por que questionamos as ações da vítima, mas não as do agressor? Por que sempre nos perguntamos o porquê ELA não partiu, não o abandonou, e nunca o porquê ELE fez o que fez?
Em It ends with us, Colleen nos coloca no papel da agredida. Nos faz enxergar a partir do olhos dela o que é amar e acreditar em alguém a tal ponto que por vezes colocamos em dúvida até mesmo as ações daquela pessoa, questionamos a nossa própria racionalidade, o que vimos, o que sentimos, porque tudo que queremos é acreditar que aquela pessoa pode mudar, que podemos transformá-la, ajudá-la a se tornar melhor, que o amor basta. Mas o amor não é suficiente para manter um relacionamento, principalmente quando sentimos medo daquilo que amamos.

“Maybe love isn’t something that comes full circle. It just ebbs and flows, in and out, just like the people in our lives”
A construção de personagens é um capítulo a parte. Não há como não se apaixonar por Ryle e Atlas, cada um ao seu modo.
Ryle é um homem bem sucedido, romântico, carinhoso e responsável. Ele consegue transformar pequenos gestos em grandes atos de amor, fazer com que pequenos momentos sejam inesquecíveis e ganha o coração de qualquer um.
Já Atlas é o passado e o presente de Lily, ele é como uma grande força da natureza que parece sempre estar lá, pronto pra ser trazido a tona, o passado deles foi inquestionavelmente decisivo na vida de Lily.
A empatia que Colleen nos faz criar pela personagem principal também é impressionante. Nós conseguimos sentir nos poros toda a afeição ela tem por estes dois homens e a importância deles para ela. Conseguimos enxergar pelos olhos dela o relacionamento abusivo dos pais e o medo que ela tem de se tornar o que a mãe era na perspectiva dela, uma mulher fraca, submissa e temerosa.

“You are my wife. I’m supposed to be the one who protects you from the monsters. I’m not supposed to be one.” 


It ends with us é um livro em ondas. A cada ponto tomamos diferentes discursos como verdade, e por vezes nos apegamos tanto a eles que por mais que saibamos como a história tem que terminar não aceitamos. Queremos mudar o que sabemos. Que as coisas não aconteçam como devem acontecer e sim como sonhamos. Queremos um conto de fadas e em certos aspectos isso pode gerar uma certa frustração.
De qualquer forma Hoover sabe nos apresentar uma história cheia de altos e baixos, com momentos terríveis e outros apaixonantes, com personagens extremamente complexos e bem construídos que nos remetem a temores íntimos, e nos faz perceber que por vezes tudo que podemos fazer é “continuar a nadar” e que por alguns amores, por mais arrebatadores que sejam, simplesmente não vale a pena lutar.
“It stops here. With me and you. It ends with us.”
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