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Resenha - Filme: A Bela e a Fera (2017)

Filme: A Bela e a Fera
Duração: 129 minutos (2h09min)
Gênero: Fantasia
Direção: Bill Condon
Nacionalidade: EUA 
Ano: 2017
Selo: Disney
Classificação: 10 anos
Elenco: Emma Watson, Ewan McGregor, Emma Thompson, Ian McKellen, Dan Stevens, Luke Evans, Kevin Kline, Kevin Kline, Audra McDonald

Sinopse:
Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela (Emma Watson) tem o pai capturado pela Fera (Dan Stevens) e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade dele. No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é, na verdade, um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.

Olá sociedade!

Hoje vim compartilhar os meus comentários sobre a live action do conto A Bela e a Fera que eu tanto amo.

O filme teve a estreia nacional dia 16 de março de 2017, quinta-feira. Mas desde que saiu o primeiro trailer, em novembro de 2016, os fãs do conto já estavam ansiosos com a estreia.

Começo com esse elenco maravilhoso. Com tantos atores renomados a chance de não sair coisa boa era muito difícil. Todos foram escolhidos para atender, além da qualidade de interpretação, as características físicas dos personagens da animação de 1991.


Bela - Gaston - Lumiere - Le Fou
Fera - Le Fou - Gaston - Maurice - Madame Samovar - Orloche
Logo passamos para o fato de manterem boa parte do filme original, podendo assim passar aquela linda sensação de nostalgia para aqueles que, assim como eu, assistiram tantas e tantas vezes a animação da Disney.

Muita coisa permaneceu como original. Figurino, cenário, a maioria das canções e o desenvolvimento da história. Fora isso, foram acrescentadas cenas que explicam um pouco mais sobre o passado da Bela e do príncipe. O passado do príncipe já imaginava como tinha sido, já o da Bela foi muito bom de ter uma pequena visão. A mãe da doce garota nunca tinha aparecido em nenhum outro filme.

Até mesmo os efeitos para animação dos objetos do castelo ficou bem bonito. Quando vi os trailers achei que os personagens como o Lumiere e o Orloche não fossem ficar tão interessantes quanto na animação. Mas, como podem ver na foto, até nisso ficaram bem semelhantes e de acordo com a época e local em que se passa o conto.

Lumiere e Orloche Animação / Live Action
As canções da animação foram todas cantadas quase que completamente iguais nesse live action. Algumas pequenas alterações na letra, mas nada que modifique o sentido. E algumas músicas novas foram acrescentadas naquelas partes que trouxeram o passado dos protagonistas.

Eu esperava mais animação em uma das músicas de mais destaque do filme. A grande cena do jantar que dança.
Na animação, essa canção contagia até a mais parada das pessoas. Já a live action não conseguiu chegar em tamanho entusiasmo. E quando acabou fiquei um pouco decepcionada, pois é uma das minhas partes favoritas (como se tivesse poucas rsrs).



Apesar do Luke Evans ter feito uma atuação magnífica como Gaston. Queria outra pessoa no papel porque eu gosto tanto do Luke e vê-lo como vilão não foi divertido. rsrsrs. O sentimento era contraditório porque ele é tão bom ator que quase me fez ter raiva dele, mas não conseguiu.


No filme, Luke conseguiu passar a condição psicológica alterada de Gaston. Seus surtos psicóticos, a capacidade de fingir inocência e mentir sem demonstrar qualquer sinal. Além é claro da sua doentia necessidade de conquistar Bela.

Aqui entramos em outro ponto de discussão.

Houve alguns comentários sobre a escolha de Emma Watson para o papel da princesa. Que não combinaria, que assim como Daniel Radcliffe está ligada ao seu personagem em Harry Potter, que a sua ligação com as causas feministas não a deixaria fazer um bom papel.

Após assistir o filme todos esses comentários foram completamente anulados. Emma fez uma excelente atuação e realmente não consigo enxergar outra pessoa para o papel.
O fato de Bela ser uma amante da leitura e totalmente contrária as limitações impostas as mulheres da época, já deixa bem claro que não estamos diante de uma princesa submissa ao casamento como tentaram colocar nas críticas.


Além de serem maravilhosas as tiradas que Bela faz com comentários de Gaston e Fera.

Outro ponto que foi muito comentado, antes mesmo da estreia do filme, foi a interpretação de Le fou (amigo leal de Gaston).
A solicitação de corte de "momento gay" na Malásia foi divulgada no mundo inteiro. A Disney não aceitou o corte e a estreia foi adiada. No dia 30 de março, finalmente o filme estará passando nos cinemas do país. Porém uma rede de cinema já comunicou que não irá exibir o longa.

A grande discussão é a cena em que Le fou canta no bar tentando alegrar Gaston. Os que se opõem a cena dizem que a forma que Le fou dança não é apropriada. Também contestam a parte que ele mostra a mordida de Gaston em sua barriga dizendo que não é adequado e que promove valores negativos.

Como a homossexualidade é ilegal na Malásia, passível de prisão e punição física, alguns membros do governo se opõem a exibição do filme. Mas, mesmo em outros países que não tem a homossexualidade como ilegalidade, o filme sofreu vários bombardeios e ameaças de não exibição feitas por conservadores por conta do personagem gay existente na trama.


Assistindo o filme, não vi quase nenhuma diferença da cena já existente na animação de 1991, por isso acredito que as mesmas pessoas que não gostaram da cena no Live Action são aquelas que proíbem seus filhos de assistirem qualquer filme da Disney por acreditarem que eles não passem mensagens que são boas para as crianças.

Na minha opinião, não existe nenhum problema com o desenvolvimento da história, e a proibição da exibição para crianças é completamente desnecessária. Fiquei muito feliz da Disney não ter acatado as exigências sem nexo para poder entrar em um país. Até porque, mesmo com a proibição, o filme bateu recordes de bilheteria.

Como fã, foi um filme emocionante. Em um cinema lotado, a maioria crianças, eu me senti criança novamente e a nostalgia invadiu meu coração. Logo no início do filme, com a clássica cena da aldeia e a canção que envolve tantas pessoas, já percebi como eles tentaram ser fiel a animação.
E quando Bela chega na colina para finalizar a canção confesso que uma lágrima já escorreu pelo meu rosto.

O filme é quase um musical e como já disse, desde o começo, segue quase que fielmente a animação. Por isso quem procura algo diferente da história que conhece não vai se interessar pelo filme. E justamente por ser tão semelhante ao meu desenho favorito saí do cinema com o coração aquecido e agradecida pela Disney me proporcionar essa emoção tão única que foi assistir esse filme no cinema.
As lágrimas que rolaram enquanto estava passando os créditos foram totalmente de alegria.

Vou deixar mais quatro imagens de comparação de cenas da animação e do filme.







E ai sociedade, alguém já foi conferir o filme nas telonas? Compartilha comigo!



Beijinhos




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