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Resenha: As Doze Tribos de Hattie

Titulo: As doze tribos de Hattie
Autor: Ayana Mathis
Gênero: Drama
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580574920
Paginas: 64
Nota: 3

Sinopse:

Em 1923, aos quinze anos, Hattie Shepherd deixa a Geórgia para se estabelecer na Filadélfia, na esperança de uma vida melhor. Mas se casa com um homem que só lhe traz desgosto e observa indefesa quando seu casal de gêmeos sucumbe a uma doença que poderia ter sido evitada com alguns níqueis. Hattie dá à luz outras nove crianças, que cria com coragem e fervor, mas sem a ternura pela qual todos anseiam. Em lugar disso, assume o compromisso de preparar os filhos para as calamitosas dificuldades que certamente enfrentarão e de ensiná-los a encarar um mundo que não os amará nem será gentil. Contadas em doze diferentes narrativas, essas vidas formam a história da coragem monumental de uma mãe e da trajetória de uma família. Belo e inquietante, o primeiro romance de Ayana Mathis é assombroso do início ao fim — épico, angustiante, imprevisível, vibrante e cheio de vida. Uma história envolvente e cativante, um retrato marcante de uma luta tenaz diante de adversidades insuperáveis e uma celebração da resiliência do espírito humano. As doze tribos de Hattie é um romance de estreia de rara maturidade.




"Hattie mal conseguia abrir um sorriso desanimado, mas deixava Floyd e Cassie subirem no seu colo, trançarem seu cabelo, beijarem sua testa, como se fosse uma boneca viva. A mãe e os filhos eram companheiros, igualmente carentes e vulneráveis, navegando juntos pelos dias."
Olá sociedade!

Este livro da Ayana tem uma proposta muito atrativa. O livro vai contar a história de uma mãe através das histórias das pessoas da sua família.

Cada capítulo traz a história de uma pessoa, um filho, uma filha, uma neta, um marido... E enquanto conhecemos um momento especial da vida dessa pessoa podemos ver a ligação desta com Hattie, a mãe da família. 

Hattie é uma mulher que se casou jovem e mudou da Georgia para Filadélfia para morar com seu marido. Logo no primeiro capítulo já percebemos que a vida deles não será fácil, com o título Jubileu e Filomena e no ano de 1925, temos o choque da dura realidade. Com apenas 17 anos, mãe de gêmeos, Hattie sofre com a dor de ver seus filhos padecerem com a pneumonia. Sem dinheiro para o tratamento apropriado, os filhos morrem nos braços da mãe e assim começa a nossa história.

"Não sabia como cuidar da alma dos filhos, mas lutava para mantê-los vivos e se manter viva."

Cada capítulo seguinte temos mais um pouco sobre cada filho e os anos vão passando. Hattie não aparece como protagonista de nenhum outro capítulo, mas é parte importante de todos os capítulos e a cada página conseguimos ir construindo a imagem dessa mulher guerreira.

Além disso também temos informações sobre o país na época em que está sendo narrado. Segregação racial, falta de emprego, pobreza, religião, vícios, costumes, um pouco de tudo podemos absorver lendo os capítulos deste livro.
"Queria tirar os sapatos e atirar neles. Naquele lixo branco desmazelado. [...] Um dos homens chegou perto de Pearl. Suas víceras amoleceram. Ele estendeu o braço e apoiou a ponta dos dedos na beira da mesa. Lixo, pensou outra vez Pearl. Como eles devem nos odiar."

Como cada capítulo é como um conto sobre um personagem não vou prolongar para não atrapalhar as descobertas.

Um livro interessante. Eu esperei algumas respostas no final e não tive tanta conexão com alguns personagens, mas recomendo a leitura por conta do conteúdo (experiência) que pode ser extraído da leitura.

Este livro fez parte do clube do livro da Oprah. No vídeo abaixo você pode verificar o comentário dela.


"Mesmo agora que Floyd era adulto, havia uma cumplicidade entre ele e a mãe, e Hattie era a única pessoa no mundo com quem Floyd se sentia sereno."

Eai compulsivos, alguém já leu este livro? Alguma pergunta ou informação? Compartilha comigo!

Beijinhos
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0 comentários:

Olá, compulsivo (a)!!!

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