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Resenha: Black Bird, A fuga

Título: Black Bird, A fuga
Autora: Anna Carey
ISBN: 978-85-7683-870-8
Nota: 4,5
Ano: 2015
Páginas: 228
Gênero: Ficção, suspense. 
Editora: V&R editora

Sinopse: 
Você não sabe quem você é. Mas eles sabem.Uma garota acorda nos trilhos do metrô de Los Angeles sem lembrar quem é. Há uma mochila a seus pés contendo uma troca de roupas, mil dólares em espécie, um número de telefone e a instrução “Não ligue para a polícia”. Perguntas rodopiam em sua cabeça: Quem é ela? Como chegou ali? O que ela fez? O que significa a tatuagem de um pássaro e o código FNV02198 em seu pulso? Ela mal tem tempo para descobrir sua identidade, e logo percebe que está sendo caçada. Precisa fugir desesperadamente. Não sabe quem são eles, não sabe em quem confiar. Só há uma coisa que sabe com certeza: estão tentando matá-la.


Com a leitura em segunda pessoa, você sente todas as emoções da personagem. Você é a personagem e aquele é o seu mundo. Sentindo todas as angústias, medo e desespero, chegando até ficar sem fôlego em alguns momentos, isso foi algo extremamente positivo no livro. Alguns capítulos são narrados em terceira pessoa trazendo novos personagens e mais intriga para a história.
“Você não ouve os estudantes rindo. Eles não te veem ali, deitada no fim dos trilhos, onde o túnel se transforma em escuridão. É a vibração que finalmente te acorda; os olhos se abrem, o teto curvo vai ficando visível. Suas têmporas latejam muito. Os trilhos estão de ambos os lados de seus ombros, sua coluna pressionada na reentrância do chão, onde papéis de bala e jornais velhos se acumulam há meses.” – pagina 5

A história começa nos trilhos de Los Angeles e tem um cenário rico e detalhista que é muito bem elaborado para fazer você se sentir parte da trama. E quando somos apresentados a Sunny (nome que ela se deu ao longo da história), percebemos que é uma garota confusa, detalhista e desconfiada, e acredite, ela tem bons motivos pra isso. Em certos momentos, o desespero da personagem é tão visível que a autora se perde um pouco na construção dela, embora ao desenvolver a trama essa falha é corrigida. Você consegue sentir pena dela e ao mesmo tempo e questionar as suas ações, pois você é ela. E acaba se perguntando: Eu faria isso? Eu fugiria disso e isso? E a resposta é: não sei.

Ao acordar nos trilhos do metrô tendo apenas uma mochila a seus pés contendo alguns objetos que não ajudam a decifrar o enigma da sua identidade, com uma tatuagem de pássaro e o código FNV02198 em seu pulso, e com a seguinte instrução “Não ligue para a polícia”. Uma menina que não lembra nem o próprio nome busca seguir um mapa que encontra na mochila, e descobre que é uma armadilha. Depois, atordoada e com medo, ela tem certeza que não pode procurar a polícia, e que alguém armou pra cima dela. Esconde-se dos que a caçam enquanto procura por cada migalha de pista que possa obter sobre seu passado, isso e seus extintos parecem ser a única coisa que lhe resta. Se não bastasse toda a confusão mental que a situação se encontra, ela ainda descobre que está sendo caçada por alguém, desconhece os motivos, mas parece  ser alguém determinado a matá-la.

O livro é repleto de ação, intrigas e traições. Cenas que vão fazer você pensar em como tudo está interligado e começar a fazer suas teorias do que seria a resposta do mistério. O final com certeza é surpreendente, e somos tentados a ler a continuação da duologia pra conhecer as reais motivações do vilão.

O design do livro é maravilhoso, a capa é belíssima, as laterais são rosa, as letras tem um tamanho confortável e os capítulos tem um espaçamento que faz a leitura fluir bem. A escrita da autora faz com que a história seja bem ritmada. O livro é curtinho e pode ser lido em dois dias ou menos. Se o que está procurando é uma leitura misteriosa eletrizante e rápida, em Black Bird vai encontrar o que procura.
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