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Supernatural - The Road So Far

Título: Supernatural
Gênero: Terror/Suspense/Drama
Criador: Eric Kripke
Produtores: McG, Todd Aronauer, Vladimir Stefoff, Cyrus Yavneh
Emissora: The CW
Temporadas: 12

Avaliação: 5

Sinopse 1ª temp: 
Sam Winchester (Jared Pedalecki) cresceu acostumado a caçar coisas de meter medo. Mas isso é passado. A escola de direito acenou para ele. Ele respondeu a esse chamado de maneira normal e segura. E assim foi até o estranho irmão de Sam, Dean (Jensen Ackles), dar as caras portando más notícias: o pai deles, um homem que esteve perseguindo o mal por 22 anos, simplesmente desapareceu. Agora, para encontrá-lo, os irmãos devem caçar aquilo que o pai caçava... E Sam deve retomar a vida que ele pensou ter deixado para trás.


Em 2005 foi ao ar nos Estados Unidos o primeiro episódio de Supernatural, um seriado de terror que tinha como proposta apresentar lendas urbanas e mitologias de diversas partes do mundo. Os personagens centrais são Dean e Samuel "Sam" Winchester, dois irmãos que perderam a mãe assassinada por um demônio e desde a infância caçam todo tipo de criatura sobrenatural na companhia do pai. Agora, o pai está desaparecido, e os dois precisam se unir e colocar suas diferenças de lado para encontrá-lo.


Cheio de referências ao rock clássico, quase todos os episódios emprestam títulos de músicas do gênero. Carry On Wayward Song, do Kansas, é considerada a música tema do seriado e é tocada na abertura do último episódio de cada temporada, enquanto passa um pequeno resumo da "estrada até agora". Também são tocadas músicas do Led Zeppelin, AC/DC, Blue Öyster Cult, Supertramp e até Bon Jovi.

Pode parecer que Sam e Dean são os personagens principais, mas a grande estrela de Supernatural é Baby, o Chevrolet Impala 1967 dirigido por Dean, que rouba a cena por diversas vezes e protagonizou alguns episódios, inclusive um com seu próprio nome.

Inicialmente o seriado era focado nos seres sobrenaturais e nas caçadas, mas com o tempo, vendo a química entre os atores principais em cena, os produtores e roteiristas viram que seria melhor focar a série nos dois irmãos e acrescentar à mistura um pouco de drama. Talvez tenha sido isso, juntamente com a mitologia consistente e atraente, o segredo que fez a série conquistar a sua legião de fãs e ampliá-la a cada temporada.

E Jensen Ackles e Jared Padalecki são de fato o brilho dessa série. Atuando respectivamente como Dean e Sam, os dois atores evoluíram muito em cena ao longo das temporadas, ajudando a aumentar a complexidade dos personagens principais e a construir suas personalidades. Dean faz a linha durão, o típico cara "bata primeiro, pergunte depois", mas é tudo cena para esconder a manteiga derretida que mora em seu coração. Sam já é mais pacifista e ponderador, pensa mais antes de agir e é menos adepto da violência. Apesar disso, quando as coisas dão muito errado, na maioria das vezes é culpa do Sam. Ambos fazem o estilo "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço", e apesar de brigarem e discordarem constantemente, se amam muito e dão a vida um pelo outro.

A história da primeira temporada começa quando John Winchester (Jeffrey Dean Morgan), pai de Dean e Sam, encontra pistas do demônio que matara sua esposa Mary e para segui-las, decide deixar o filho mais velho para trás. Preocupado com o pai, Dean resolve ir atrás do irmão e pedir ajuda para procurar. Mas Sam há muito abandonara a vida de caçador, e convencê-lo a procurar o pai, com quem tinha sérias desavenças, não é nada fácil. Sam só aceita mergulhar completamente nessa busca quando a namorada Jessica é morta pelo mesmo demônio que matara sua mãe. Enquanto procuram pelo pai, Dean e Sam caçam monstros com a ajuda do diário de John, onde o caçador mais velho escrevia sobre diversas criaturas sobrenaturais e as formas de matá-las. O diário é uma fonte recorrente de pesquisa para os dois irmãos durante as suas caçadas.

Tão importante para a trama quanto os mocinhos são os vilões, e o primeiro grande vilão de Supernatural é Azazel (Fredric Lehne), o demônio de olhos amarelos que matou Mary e Jessica. Azazel é um personagem importante dentro da mitologia própria de Supernatural, e foi o responsável por desencadear eventos que se desenrolaram até a quinta temporada da série. A sua trama se desenvolve principalmente a partir da segunda temporada, quando os motivos do demônio ter matado Mary são revelados.

É também na segunda temporada que Dean e Sam começam a ser apresentados a personagens que vão ser importantes colaboradores ao longo das temporadas seguintes. O principal deles é Robert "Bobby" Singer (Jim Beaver), um velho rabugento que acaba se tornando um segundo pai para os irmãos. As falas de Bobby são tão icônicas que se tornaram bordões da série. Ele é sem dúvidas o mais importante dentre os personagens recorrentes, e salva a vida dos "idjits" Dean e Sam incontáveis vezes. Os irmãos também conhecem Ellen Harvelle (Samantha Ferris), viúva de um antigo companheiro de caçada de John, e sua filha Jo (Alona Tal). Mãe e filha são grandes caçadoras e têm personalidades fortes e muitas vezes contrastantes. Jo nutre uma paixão por Dean que desagrada um pouco a sua mãe.

A partir da terceira temporada, os demônios entram na mitologia da série com força total. Dentre eles, um se torna aliado de Sam contra a vontade de Dean. É Ruby uma mulher que havia sido bruxa na Idade Média e vendera a alma em troca de poder. Ruby é interpretada por duas atrizes e conhecida pelos fãs como "Ruby loira" ou "Ruby morena", para diferenciar suas interpretes. A atriz que a interpreta na terceira temporada é Katie Cassidy, e nas temporadas subsequentes a personagem é interpretada por Genevieve Cortese. Uma curiosidade é que Genevieve Cortese acabou se casando com Jared Padalecki depois de se conhecerem durante as gravações.

A terceira temporada foi atingida pela greve dos roteiristas e, embora tenha sido uma boa temporada, algumas pontas acabaram ficando soltas e alguns mistérios ficaram mal resolvidos.

A quarta temporada acrescenta anjos na mitologia de Supernatural, e a história dos irmãos Winchester passa a ter como pano de fundo a violenta guerra entre Céu e Inferno. É nessa temporada também que somos apresentados a um dos (ou talvez o) personagens mais amados da série: o anjo Castiel (Misha Collins). Castiel possui uma ligação forte com Dean e um laço de amizade com os irmãos que o fazem comprar muitas brigas em nome deles, o colocando muitas vezes contra os próprios anjos. Ele é um personagem muito sério e muito cômico. Ao mesmo tempo em que é um guerreiro implacável, guarda dentro de si uma certa inocência sobre a vida mundana. Suas reflexões sobre diversos aspectos da humanidade, em especial sobre os programas de televisão, são pontos altos de humor na série. O personagem cresceu tanto em complexidade e importância que hoje em dia é impossível imaginar Supernatural sem Castiel.




Outro personagem interessante da quarta temporada é Chuck Shurley (Rob Benedict), um escritor com dons proféticos que escreve toda a história dos irmãos Winchester sem saber que eles existem. O personagem é muito usado para se fazer uma certa piada com o fandom da série, incluindo uma convenção de Supernatural onde se discute um possível relacionamento homossexual entre Dean e Sam. Mas Chuck e seus livros não foram usados só em piadas. Como homenagem aos fãs leais da série, um episódio da 10ª temporada traz um grupo de adolescentes adaptando as histórias de Supernatural para um musical da escola. Piadas e homenagens à parte, Chuck é um personagem muito interessante de ser observado durante a série, sendo talvez o personagem com mais cenas que deixam "algo no ar".

A quinta temporada é uma espécie de conclusão da trama que vinha se desenrolando, e originalmente foi pensada para ser o fim da série. Supernatural não acabou, para alegria dos fãs, mas a quinta temporada foi definitivamente o fechamento de um arco. Agora, a guerra entre Céu e Inferno atinge seu ponto máximo, e figuras conhecidas da religião cristã entram no palco do conflito. Apesar de inimigos, anjos e demônios têm um objetivo comum; a diferença entre seus pensamentos é apenas a forma como a guerra vai ser concluída. Os irmãos Winchester se veem no meio dessa briga tendo poucos recursos para dar a essa história um rumo diferente.



O personagem de destaque dessa temporada é Crowley (Mark Shepard), que é talvez o personagem que mais cresce em importância ao longo da série. Inicialmente um reles demônio de encruzilhada, Crowley vai subindo na carreira e sendo promovido até chegar nos altos escalões do Inferno. Também é o personagem que mais muda de lealdade, a depender dos seus interesses. Já foi o maior aliado de Dean e Sam por muitas vezes, e eles lhes devem vitórias importantes. Mas também já atrapalhou os dois irmãos outras incontáveis vezes. Sempre que os irmãos são obrigados a se aliar a Crowley, o fazem com desconfiança. Apesar disso, é um personagem carismático e traz muitos momentos de alívio cômico para a série.



Depois da conclusão da quinta temporada, as temporadas seguintes passam a ter uma trama mais fechada. Embora o final de uma temporada sempre puxe o gancho para os acontecimentos da próxima, as tramas começam e terminam sempre na mesma temporada.

A sexta temporada veio mostrar porque Supernatural estava planejada para acabar na temporada anterior. É a pior temporada da série, com uma trama um tanto vaga. Apesar disso, tem alguns episódios soltos que são bem marcantes. Na trama, Dean e Sam caçam os monstros alfas, que teria sido os primeiros de suas espécies.

A sétima temporada também não foi muito boa. "Chata" é a palavra que melhor a define. Não é tão ruim quanto a sexta temporada, mas também não tem nenhum episódio digno de nota. Nessa temporada, os irmãos Winchester lutam contra os leviatãs, que estão tentando obter o controle da Terra. Nessa temporada, aparece Kevin Tran (Osric Chau), um adolescente que se torna um profeta de Deus. Com seus dons, Kevin se torna um aliado essencial na luta contra os leviatãs. No finzinho da temporada, recebem a ajuda improvável de Charlene "Charlie" Bradbury (Felicia Day), que trabalhava para os leviatãs sem saber. Charlie é especialista em TI e fã de cultura pop. Um dos melhores episódios com a sua participação é quando ela chama Dean e Sam para investigar acontecimentos estranhos em um evento de RPG e faz os dois participarem do jogo. Charlie tem uma trama secundária bem forte, e é a personagem feminina mais bem trabalhada da série, embora só faça algumas participações esporádicas. 



A oitava temporada renova os ares de Supernatural e traz de volta a complexidade de trama que faltou às duas temporadas anteriores. O relacionamento entre Dean e Sam está pior que nunca e piora ainda mais quando Dean faz amizade com o vampiro Benny (Ty Olsson). Separados, os irmãos tentam, cada um de sua forma, recuperar uma relíquia que poderia selar de vez os portões do Inferno.




As consequências da tentativa de fechar os portões do Inferno resultam na visceral nona temporada, a minha preferida da série. No fim da temporada anterior, os anjos são expulsos do Céu, e agora tentam retornar. Como as criaturas nada angelicais que mostraram ser desde a sua primeira aparição na quarta temporada, os anjos deixam seu rastro de destruição pela Terra. Enquanto isso os irmãos Winchester, ainda com sérias crises de relacionamento, tentam derrotar o cavaleiro do inferno Abaddon (Alaina Huffman), que quer soltar todos os demônios do Inferno na Terra.

Matar Abaddon não foi fácil, e mais uma vez os irmãos Winchester tiveram que lidar com as consequências dos seus atos. Dean se torna uma bomba-relógio, e Sam faz as pazes com o irmão enquanto tenta salvá-lo. A salvação é possível, mas pode desencadear eventos que os irmãos não serão capazes de controlar. Essa é a trama da décima temporada, que acaba mais uma vez com Dean e Sam escolhendo os caminhos mais difíceis.

A décima primeira temporada de Supernatural me deu a certeza de que, se a série não acabou agora, não acaba mais. Os acontecimentos da temporada foram além da imaginação de qualquer fã, e são simplesmente incríveis, em todos os sentidos. Ao salvar Dean no final da décima temporada, os irmãos libertam ninguém mais, ninguém menos que a Escuridão (Emily Swallow), a irmã rebelde de Deus que quer vingança pelos seus anos de exílio. Como Deus não deu as caras o seriado inteiro, a Escuridão, usando o nome de Amara, se vinga na Sua criação.

Na última quinta, dia 13 de outubro, foi ao ar o primeiro episódio da décima segunda temporada. A bagunça que Dean e Sam fizeram na Terra ao longo das suas carreiras de caçadores não passou despercebida para todo mundo. Depois de terem enfrentado os piores inimigos do Céu e do Inferno, os irmãos estão agora na mira de um grupo de caçadores de elite, que colocou a cabeça dos dois a prêmio.

Agora, ficam as expectativas para a décima segunda temporada, e para as próximas. O que ainda falta acontecer na vida dos irmãos Winchester?

Para encerrar essa postagem, um vídeo do episódio "Fan fiction" com a música Carry On Wayward Song. Tentem não chorar enquanto assistem.



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