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Resenha: Em algum lugar nas estrelas - Turista Literário #2

Titulo: Em algum Lugar nas Estrelas
Autor: Clare Vanderpool
Gênero: Y.A. / Fantasia
Editora: Darkside Books
ISBN: 9788566636833
Paginas: 272
Nota: 4

Sinopse:
EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden.
Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor.
Obsessivo, Early Auden tem regras específicas sobre que músicas deve ouvir em cada dia da semana: Louis Armstrong às segundas; Sinatra às quartas; Glenn Miller às sextas; Mozart aos domingos e Billie Holiday sempre que estiver chovendo. Seu comportamento é um dos muitos indícios da síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo que só seria descoberta muito tempo depois da Segunda Guerra, e que inspirou personagens já clássicos como o Sr. Spock (Star Trek), o Dr. House e Sheldon Cooper (The Big Bang Theory).
Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos voltam paracasa, para celebrar com suas famílias. Todos, menos Jack e Early. Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, seres fantásticos e até, quem sabe, uma maneira de trazer os mortos de volta ainda que talvez do que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz.
EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS é uma daquelas grandes histórias que permanecem com você por muito tempo, perfeita para ler entre amigos ou passar de pai para filho. Tudo que é real pode ser uma grande fantasia ou uma coincidência inevitável. Somos muito mais que um simples desejo do acaso. Nossos caminhos vão se cruzar no primeiro semestre de 2016 nesta obra premiada com o Printz Honow Award em 2016, indicada a outra dezena de prêmios e eleita o livro do ano em dezenas de listas preparadas pelos leitores.




"Está passando para a parte da navegação cedo demais. Talvez deva se concentrar na beleza daquelas estrelas lá em cima, em vez de pensar só na função delas. Olhe para elas, admire-as, deixe que o fascinem, antes de esperar que elas o guiem. Além do mais, quem pode dizer que um grupo de estrelas tem que ser sempre igual? Aquelas estrelas lá em cima são atraídas umas pelas outras de muitas maneiras diferentes. Conectam-se de formas inesperadas, como as pessoas. "

Olá sociedade!

Hoje trago a resenha do livro que veio na segunda malinha do programa Turista Literário. Se você não sabe qual programa estou falando, eu fiz um post explicando este serviço e você pode conferir Aqui.

Este lindo livro da Darkside veio na malinha de Julho, e sim estou um pouco atrasada na leitura rsrsrs. Apesar de ser um livro bonito acredito que fui com muita expectativa e quando isso acontece a leitura sempre não sai como desejado.




O livro vai trazer a história de Jack Baker, um garoto que passa pelo drama de perder a mãe enquanto jovem. O pai de Baker é um oficial da marinha e que foi para a Segunda Guerra e retorna quando sabe que sua esposa faleceu, o que coincide com o final da Segunda Guerra.

Por conta dos anos que ficou afastado da família, o pai de Jack não consegue conexão com o filho. O que é agravado com a situação delicada que estão passando. Assim decide enviá-lo para um internato "militar" localizado no Maine.

Com todas as mudanças acontecendo na vida do garoto, ele procura não chamar muita atenção no novo colégio, mas todos sabemos que isso nunca acontece. O colégio tem uma tradição de prática de remo e logo Jack tenta se enturmar e não ficar em tanto destaque.

"Foi quando percebi que ele estava separando as balas de goma. Aproximei-me da mesa. Eu já era próximo de Early há tempo suficiente para saber que separar as balas tinha diferentes significados. Se ele as separava em grupos de dez, significava que estava tentando organizar os pensamentos ou resolver um problema. Se fosse por cor, estava perturbado e tentava se acalmar."

No colégio ele acaba conhecendo Early, um jovem estranho e com várias manias. Por conta de um acidente ele acaba conhecendo onde o garoto dorme e se aproximando. Em um feriado os dois garotos acabam ficando sozinhos na escola e quando Early decide sair em uma busca pela trilha do Apalache, Jack não consegue deixá-lo ir sozinho e resolve ir junto nessa aventura.

"Minha mente vagava de um assunto a outro: Pi, Fisher, minha mãe e Early, o mais estranho dos garotos. Mas eu estava ali, a caminho do desconhecido, remando de costas, olhando para ele. Não tinha certeza de que Early sabia para onde íamos, mas eu estava ali e iria com ele até o fim."

Assim se desenvolve a maior parte do livro, os dois garotos nessa aventura pela trilha fazendo uma busca que só faz sentindo na cabeça do Early. No caminho eles conhecem várias pessoas e o melhor acabam resolvendo as próprias feridas.

Um fato bem interessante do livro é que a autora intercala a história de Pi com a história dos jovens. Early acredita na história que diz que pi (numeral) conta a jornada de uma pessoa, e no decorrer do livro temos capítulos que intercalam a história de Pi com a narrativa da busca dos jovens.

"Eu sabia o que eles pensavam de Early - que ele era estranho, morava em uma oficina velha e entulhada e raramente comparecia às aulas. Eles haviam o excluído, e não queriam reconhecer que Fish poderia ter tido um irmão tão esquisito, tão desajustado. Os alunos e professorem ignoravam Early da mesma maneira. Ignoravam o garoto como se ele fosse um nada, a ponto de seu nome ser repetido em todas as chamadas e ninguém notar ou se importar com a falta de resposta. Ou com o fato de ele morar no porão."
O livro é muito bonito, fala sobre lealdade, família, as feridas que as guerras causam e além disso sobre síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo. O jovem Early na época era considerado estranho, com momentos de brilhantismo e muitas manias. Na época, sem diagnóstico esses jovens eram isolados e as pessoas preferiam não tocar no assunto, preferiam tapar os olhos.

Além disso vemos a amizade das crianças e todo realismo mágico que envolve as histórias contadas por elas. Cheio de referências de navegação e de quebra duas histórias em um só livro, Em algum lugar nas estrelas é uma história fofa e que agrada ao coração.

Caixa Turista Literário de Julho

A caixinha de Julho veio com os seguintes itens para a viagem literária:

  • Livro: Em algum Lugar nas Estrelas;
  • Cartão Postal da Darkside - Estado do Maine;
  • Uma vela aromática da trilha do Apalache (que é muito, mas muito cheirosa mesmo!!!!)
  • Um baleiro anti-stress do Early;
  • Uma capa de almofada com a estampa da ursa maior e uma frase do livro "Você precisa procurar as coisas que nos conectam.";
  • Selo do Maine para colar no passaporte literário.
Algum compulsivo aqui que também assina o turista? Tem algum cometário? Compartilha comigo!

Beijinhos
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0 comentários:

Olá, compulsivo (a)!!!

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