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O famoso detetive Sherlock Holmes

O detetive mais famoso no mundo da literatura é descrito como excêntrico, de ideias um tanto estranhas e é apaixonado por alguns ramos da ciência. Residiu nos aposentos da Baker Street, 221B. Já sabem de quem estou falando? Ele mesmo, Sherlock Holmes!
Em um dos seus contos, Os cinco caroços de laranja, o Doutor Watson relembra a descrição que ele fez assim que foi morar com o detetive:
“Lembro que filosofia, astronomia e política receberam nota zero. Botânica, variável; geologia, muito profunda, desde que tivesse ligação com manchas de lama de qualquer região a uma distancia de setenta quilômetros da cidade; química, excêntrica; anatomia, não muito organizada; literatura, sensacional, e registros de crimes, única; além disso, um violinista, lutador de boxe, espadachim, advogado e envenenador de si mesmo com cocaína e tabaco. Acho que foram estes os pontos principais da minha análise.” pag. 347, As aventuras de Sherlock Holmes.


Famoso por resolver os mais variados casos e quase todos tão estranhos ou misteriosos, quanto complicados. Acompanhado do Dr. John Watson, ex-oficial e médico do exército britânico, Sherlock prova que muitas vezes esses casos têm uma solução tão simples e que por isso nunca nos ocorreu tal resultado. Dr. Watson é seu fiel amigo e responsável por narrar as façanhas com um tom de romance desnecessários, segundo a opinião de Holmes, mas certamente essa opinião é consequência da visão muito exata e friamente calculista que o detetive tem do mundo. E no fundo ele gostava de ter suas histórias descritas pelo Watson, por conta dos elogios que o médico sempre fazia a seus talentos dedutivos.
Ele sempre julgara que eu exagerava seus talentos e as extraordinárias intuições de sua mente brilhante. (...) Acusou-me mais de uma vez de romantismo...” A casa da Seda.“Meu companheiro enrubesceu de prazer ao ouvir minhas palavras e ao perceber o meu tom sincero. Eu já notara que era tão sensível aos elogios feitos a sua arte quanto uma jovem a respeito da própria beleza.” Pag. 42, Um Estudo em Vermelho.
Sherlock Holmes em algumas ocasiões auxiliava outros investigadores da Scotland Yard como Lestrade e Gregson. Sempre menosprezando a forma como esses reagem perante os casos mais excêntricos. Sendo assim, Holmes se considerava o único e criador da sua própria profissão: o único detetive consultor particular.
Em 1887, Arthur Conan Doyle publicou a primeira e que viria a se tornar uma entre tantas histórias fascinantes de Sherlock Holmes: Um estudo em vermelho. Inspirado em dr. Joseph Bell e Émile Gaboriau e no detetive Dupin (de Edgar Allan Poe). O problema final deveria ser o último caso de Holmes, mas o público não reagiu bem com tal morte do seu personagem favorito, Arthur Conan Doyle foi obrigado a ressuscitar o detetive de uma forma expedita. Os últimos casos publicados por Sir Arthur Conan Doyle foram Histórias de Sherlock Holmes em 1927, três anos antes da sua morte.


Mas a morte do criador desse grande personagem não foi o fim das aventuras do detetive perspicaz, outros autores se arriscaram a escrever histórias sobre ele. Alguns fazem do detetive um herói de ação como nos filmes, há aqueles que exageram nas características, e outros permanecem o mais fiel ao personagem principal. Anthony Horowitz, por exemplo, manteve fielmente o estilo de Arthur Conan Doyle no livro A casa da Seda - Sherlock Holmes. Na capa de trás do livro três do box de Sherlock Holmes, lançado pela editora Nova fronteira, tem a seguinte declaração “Desde muito jovem, fui inspirado pela genialidade de Conan Doyle e por seu estilo, que conheço bem.” – Anthony Horowitz. A casa da Seda é um relato que Dr. Watson só faz após a morte de Sherlock. O livro é fiel ao mundo sherlockiano, trazendo um mistério a altura do detetive e personagens como Mycroft Holmes, o investigador Lestrade e os garotos de rua que Sherlock de vez em quando emprega em seus casos. É de longe a melhor história que já li sobre Sherlock Holmes deixando de lado as escritas pelo criador do personagem.


Outro autor que também resolveu escrever sobre o detetive famoso é Donald Thomas, que a meu ver não foi tão feliz assim na hora de contar suas histórias da forma mais “fiel” em A Execução de Sherlock Holmes - Novas Aventuras do Detetive Mais Famoso. O livro é dividido em cinco contos, e entre eles eu afirmaria que apenas O caso do Assassinato de Peasenhall foi excelente, no mínimo digno do que os fãs esperavam de Holmes. Mas não serei cruel com o autor e digamos que outros dois contos tiveram desempenho mediano ou regular.


O detetive londrino que utilizava lógica dedutiva para resolver os seus casos foi retratado nas telas de cinemas diversas vezes como em O Enigma da Pirâmide - Young Sherlock Holmes de 1985, estrelado por Nicholas Rowe, Alan Cox e Sophie Ward e produzido por Steven Spielberg. Mostra um Holmes adolescente conhecendo Watson e solucionando seu primeiro caso (vale lembrar que essa história é apenas baseada no personagem e não em um história especifica do Arthur Conan Doyle). Em uma versão mais recente nos cinemas, Robert Downey Jr. faz o papel principal e Jude Law atua como Watson, o filme Sherlock Holmes de 2009 e Sherlock Holmes: Jogo de Sombras de 2011 são dirigidos por Guy Ritchie e trazem um Sherlock mais heroico e fictício. E entre várias series como Elementary. O detetive também ganhou em 2010 uma serie britânica na BBC com o nome de Sherlock, atualmente já tem três temporadas e está com a quarta temporada confirmada.

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Um comentário:

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