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Resenha: Alucinadamente feliz – um livro engraçado sobre coisas horríveis


Título: Alucinadamente feliz – um livro engraçado sobre coisas horríveis.
Autor: Jenny Lawson
Gênero: Humor
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580579314
Paginas: 352
Nota: 5

Sinopse: 
Jenny Lawson está longe de ser uma pessoa comum. Ela mesma se considera colecionadora de transtornos mentais, já que é uma depressiva altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é. Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade. É por meio das situações mais inusitadas que a autora consegue encarar seus transtornos de forma direta e franca, levando o leitor a refletir sobre como a sociedade lida com os distúrbios mentais e aqueles que sofrem deles, sem nunca perder o senso de humor. Jenny parte do princípio de que ninguém deveria ter vergonha de assumir uma crise de ansiedade, ninguém deveria menosprezar o sofrimento alheio por ele ser psicológico, e não físico. Ao contrário, é justamente por abraçar esse lado mais sombrio da vida que se torna possível experimentar, com igual intensidade, não só a dor, mas a alegria.


O nome já diz tudo: alucinadamente feliz. E acrescento ainda alucinadamente engraçado, alucinadamente profundo e alucinadamente irreverente.

Depois de muito pensar sobre esse livro eu escolhi o adjetivo sincero para descrevê-lo. Jenny nos conta sobre suas ideias e sobre as suas aventuras, o que garantem muitos capítulos que você vai cair na risada, mas também conta sobre os seus distúrbios mentais de uma forma sincera e isso garante momentos que você irá prender o fôlego de tão profundo.


“Você aprende a reconhecer que o que faz você feliz é muito diferente do que as pessoas dizem que deveria fazer você feliz.” Página 264.

Jenny fez uma coisa maravilhosa nesse livro: falou sobre seus distúrbios mentais de forma aberta, sem medo. Se expôs de uma maneira verdadeira. Mas não pense que esse livro é apenas para quem assim como a autora sofre de algum distúrbio. Também é um livro para aqueles que conhecem alguém que passa por problemas equivalentes ou para aqueles que querem simplesmente conhecer um pouco mais sobre a questão. É impossível terminar a leitura sem levar um ensinamento ou ideia para a sua vida.

"Está é a minha vida e estas são as minhas observações, que mudam à medida que eu mudo. Ninguém conta isso, mas essa é uma das coisas assustadoras quando se escreve um livro” página 160



É cada pensamento mirabolante, cada ideia engraçada, cada situação surreal que você vai querer ser amiga da Jenny. Vai querer ter gatos de estimação para fazer um rodeio de gatos, vai querer ter guaxinins empalhados (desde que as mortes tenham sido de causas naturais) e até terá medo de cisnes.

 O que você está fazendo? Esta lendo. É o que as pessoas sexy fazem.” Página 312

Cada capítulo trata de uma história diferente e é como se Jenny estivesse na sua sala sentada no seu sofá conversando com você. Você vai encontrar capítulos intitulados como: “meu esqueleto é potafantástico”, “aquele bebê estava delicioso” ou “louca como uma raposa ao contrário”. E o melhor de tudo é que no final do capítulo esses títulos farão sentido.
E claro que eu não posso deixar de falar da capa. Só de olhá-la eu já dou risada, esse guaxinim rindo para você realmente existe: ele está empalhado na casa da Jenny.

Dificilmente encontro um livro que necessito fazer tantas marcações das melhores partes, que sinto uma vontade de mostrar para as pessoas algum trecho ou que eu gostaria de obrigar o mundo a lê-lo e esse livro foi uma dessas poucas obras. É tão inusitado tão irreverente tão alucinante que entrou para a lista dos meus favoritos logo nos primeiros capítulos.
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