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Resenha: Como falar com um viúvo

Por: Giuliana Sena


Título: Como falar com um viúvo
Autor: Jonathan Tropper
Editora: Sextante
Gênero: Romance/comédia
Páginas: 270
Ano: 2010
ISBN: 978-85-99296-62-2
Nota: 5

Sinopse:
Eu tinha uma esposa. Seu nome era Hailey. Agora ela se foi. E eu também.Desde que sua esposa, Hailey, morreu há um ano, Doug Parker só pensa em se afogar em autopiedade e Jack Daniel´s. Não tirou nada do lugar em que ela deixou: o sutiã continua pendurado na maçaneta da porta, o livro, sobre a mesinha de cabeceira. Nada mais tem graça e até os coelhos que insistem em aparecer no gramado de sua casa no subúrbio de classe média alta de New Radford o tiram do sério. E tudo se torna ainda mais confuso para Doug quando Claire, sua divertida e mandona irmã gêmea, grávida e prestes a se divorciar do marido, se muda para sua casa, disposta a arrancá-lo do estupor do luto e trazê-lo de volta à vida - e isso inclui começar a sair com outras mulheres.



Doug é jovem, charmoso e triste, ou seja, tem a química perfeita para protagonizar os mais inusitados encontros românticos. Em pouco tempo sua vida vira do avesso e lhe escapa totalmente ao controle, gerando uma hilária série de equívocos sexuais e episódios familiares tragicômicos.

Engraçado, melancólico, sensual e inteligente, Como falar com um Viúvo é um romance sobre encontrar seu próprio caminho, mesmo quando não se tem ideia do lugar aonde se quer chegar.


Sendo um jovem viúvo que ainda não superou a perda da esposa, ele mal sai de casa, vive bebendo e nem se esforça para superar sua perda. Porém, quando sua irmã gêmea e mandona Claire vai morar em sua casa, Doug é obrigado a sair do estado de luto absoluto e começa até mesmo a ter encontros com outras mulheres, mas é claro que esses encontros resultam em experiências constrangedoras e muito engraçadas.


Tendo sofrido uma grande perda, Doug é um cara que erra, que acerta, que toma atitudes duvidosas como qualquer ser humano, e isso fez eu me apaixonar pelo personagem.

Além de Doug estar enfrentando seu luto, ele ainda tem de lidar com seu pai que sofreu um AVC e teve a memória afetada, um ex-enteado revoltado que prefere Doug a seu próprio pai e uma irmã caçula que encontrou o noivo no velório de sua esposa.

“É a vida, só isso. Não existem finais felizes, apenas dias felizes, momentos felizes.[..] E o preço de não morrer é ver as coisas mudarem o tempo todo, e única certeza que temos é a que não há nada que se possa fazer a respeito.” Pagina 176

A narrativa é sincera, Doug nos mostra seus sentimentos, suas crenças e suas perspectivas, mas você se engana se pensa que isso deixa o livro triste ou repetitivo. Pelo contrário. Torna o livro completo. Ele me fez rir muito com o humor mordaz e inteligente do Doug, me fez sentir compaixão pelo jovem viúvo que não sabe o que fazer da sua vida e me fez refletir sobre as pequenas mudanças e dificuldades que se apoderam de uma pessoa que sofre uma perda.

“e ai, quem sabe? Talvez um dia você me pegue na hora certa e eu aceite seu convite para ir ao cinema, porque isso vai me tirar de casa e durante duas horas não precisarei conversar [...] e não preciso dizer que se me levar para assistir uma comédia romântica, mato você e depois me suicido.” Pagina 97

Confesso que me culpei por ter lido o livro tão rápido, pois sentirei falta da história, além de Doug ser super cativante, a historia é tão bem escrita que mesmo abordando temas pesados consegue ser leve e prazerosa.
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