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Resenha: Alice no País das Maravilhas


Titulo: Alice no País das Maravilhas
Autor: Lewis Caroll
Gênero: Clássico infanto-juvenil
Editora: Martin Claret
ISBN: 9788572329804
Paginas: 138
Nota: 3,5


Sinopse: 
Ao cair num buraco que dá acesso ao País das Maravilhas, Alice viverá uma realidade complexa e enigmática. Mais que isso, Alice vai trilhar um caminho fantástico, num mundo que mais parece um sonho de fábula. Em Alice no País das Maravilhas (1865), Lewis Carrol destilou seu poder genioso para metaforizar a realidade das coisas e das pessoas de sua época. A trajetória de Alice faz o leitor pensar nos significados de cada cena apresentada. O livro é repleto de fantasias oníricas e lúdicas e sua narrativa serve a leitores de todas as idades, de crianças a adultos. A obra de Carrol é uma viagem ao subconsciente, o qual é proporcionado pelos sonhos. A história é composta por personagens que, ao mesmo tempo em são absurdas, são reais - um reflexo das pessoas que encontramos no nosso dia a dia. Não à toa, esta obra é considerada um clássico da literatura mundial.



Resenhar Alice no País das Maravilhas... Como começar?


“Comece pelo começo – respondeu o Rei, muito sério – E vá até o fim. Quando terminar, pare.”Pág. 126
Obrigado, Sr. Rei de Copas. Disse tudo!
Durante uma tarde daquelas bem entediantes, Alice se depara com um belo coelho branco que passara por ela caminhando apressadamente trajando um colete e com um relógio de bolso. O engraçado é que Alice, no primeiro instante não estranha o fato de o coelho caminhar, mas sim dele estar vestindo um colete e com um relógio de bolso, então decide persegui-lo. Por conta desta perseguição acaba indo parar no País das Maravilhas por meio de uma passagem tão incomum quanto o acesso à Narnia: neste caso, a toca do coelho.
Perdida então num mundo fantástico onde quase nada tem muito sentido, Alice conhece personagens carismáticos e malucos, além de belos lugares, como jardins e até o campo de bocha. O Gato de Cheshire, o Chapeleiro, a Lebre de Março e o Rei e a Rainha de Copas são alguns desses personagens, um tanto curiosos e bem malucos.
A escrita é muito cansativa. Esta edição resenhada é a da Martin Claret. A leitura não fluiu muito bem. O texto foi traduzido na íntegra e sem modificação alguma, o que acredito que possa ter influenciado esse peso todo sobre a escrita. Claro que estamos falando de um clássico, mas muitos do gênero são adaptados mantendo o sentido e o charme numa linguagem mais fluída e moderna. A obra possui apenas 138 páginas, sendo que apenas 118 são dedicadas à história de Lewis Caroll. Tão curto, mas o li em muitos dias. Num certo momento intercalei a leitura com outro livro para relaxar e não largar uma obra tão curta pela metade. Mas olha gente... Apesar de tudo isso, eu adorei a capa!


“- Que tipo de gente mora por aqui?- Naquela direção – disse o Gato, apontando com a pata para a direita – mora um chapeleiro. E naquela – apontou com a outra pata – mora uma Lebre de Março. Visite qual deles quiser: os dois são loucos.- Mas não quero me meter com gente louca – ressaltou Alice.- Mas isso é impossível – disse o Gato. – Porque todo mundo é meio louco por aqui. Eu sou. Você também é.[...]” 

Lewis Caroll faz por meio de sua obra uma crítica atrás da outra, sobre a sociedade inglesa daquela época e às abordagens da educação e nisso a obra é riquíssima, apresentando críticas do início ao fim, retratando a personalidade de figuras das mais diversas classes sociais de seu tempo. Basta percebê-las.
As demais páginas da obra são dedicadas a uma breve apresentação da obra e a alguns dados biográficos sobre o autor.
A obra de Caroll já rendeu dezenas de filmes ao longo das décadas. As versões mais famosas são a da Walt Disney, empresa especialista em clássicos infantis, de 1951 e, a dirigida por Tim Burton, esta mais recente, do ano de 2010.
Quero dizer aqui que concordo plenamente com a afirmação do Gato de Cheshire sobre todos em Wonderland serem loucos, sei que também sou (pois no mundo real todos são. Eu sou. Vocês são!)... Gosto de tudo o que seja louco. Na minha deixa desta resenha quero que fique claro que detestei apenas a escrita, mas adorei o enredo da história e os personagens... E a capa! Risos. Creio que teria gostado ainda mais se tivesse lido alguma edição moderna. Fica a dica.


“- Regra 42: Todas as pessoas com mais de um quilômetro e meio de altura devem se retirar do tribunal.” Pág. 125.
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