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Resenha: S. (O navio de Teseu)


Foto por Thalinne Mafra
Por: Thalinne Mafra
Título: S. (O Navio de Teseu)
Gênero: Ficção
ISBN: 9788580575569
Autor: J. J. Abrams e Doug Dorst
Ano de publicação: 2015
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 472
Nota: 5


Sinopse: 
Um livro. Dois leitores. Um mundo de mistério, ameaça e desejo.Uma jovem encontra numa biblioteca um livro com anotações de um estranho. As margens repletas de observações revelam um leitor inebriado pela história e pelo misterioso autor da obra. Ela responde os comentários e devolve o livro, que o estranho volta a pegar. Ele é Eric, ela é Jennifer, e o inesperado diálogo dos dois os faz mergulhar no desconhecido. É esse velho exemplar típico de biblioteca - consultado, anotado, manuseado - intitulado O Navio de Teseu, de V. M. Straka, que o leitor encontrará dentro da caixa preta e selada de S.S. está longe de ser um livro convencional. A obra conecta ao menos quatro histórias, que se desdobram ao mesmo tempo, embora não necessariamente em ordem cronológica. É um livro-jogo, que oferece várias possibilidades de leitura e instiga o leitor a decifrar os mistérios, códigos e pistas contidos em toda a obra. Seja nas notas, nas margens ou nos outros itens da caixa, há sempre algo além do que se vê aguardando para ser descoberto.




"Toda história tem pelo menos um fundo de verdade. Toda história vem de algum lugar." Pág. 144

Em O Navio de Teseu, V. M. Straka narra a história de um homem sem nenhuma lembrança do seu passado que se vê lançado em uma misteriosa jornada, na qual ele terá não só que descobrir quem é, mas também terá que sobreviver a diversos perigos.

Para muitos O Navio de Teseu pode parecer uma história comum, mas não para Eric Husch, estudante de pós-graduação da Pollard State University. Fã e estudioso de V. M. Straka, Eric acredita fortemente que, escondidas entre as páginas do livro, podem estar as respostas para os mistérios que cercam a vida do autor.

Polêmico e enigmático, V. M. Straka se escondeu detrás de um pseudônimo para proteger a integridade da sua obra e a sua vida. Não tinha medo de mexer com os poderosos e por isso era constantemente ameaçado. Especulações sobre a sua verdadeira identidade surgiam o tempo todo, e entre os candidatos a seu verdadeiro eu estavam um homem comum, alguns escritores e até entidades sobrenaturais. A única pessoa que parecia conhecê-lo um pouco (ou pelo menos tentava fazer com que todos acreditassem que sim) era o também misterioso tradutor dos seus livros, F. X. Caldeira.

Jennifer Heyward, uma estudante de graduação prestes a se formar e em crise com sua vida pessoal e suas escolhas profissionais, encontra O Navio de Teseu na biblioteca. Fascinada pelas anotações que Eric deixara por todo o livro, ela acaba deixando as suas próprias anotações em resposta às dele. É assim que começa o diálogo e a parceria entre os dois, que usam as trocas de anotações para tentar entender quem é o autor do livro e quem são eles próprios.





A primeira coisa que eu preciso falar sobre esse livro é: que edição! Cada pequeno detalhe foi feito para trazer ao leitor o máximo de realismo, desde os detalhes da brochura que dão ao livro a aparência de antigo até a perfeição na confecção de cada anexo. As páginas têm manchas de mofo! Um leitor desavisado que achasse o livro em algum lugar certamente acreditaria que a história de Eric e Jen é real.



A segunda coisa que eu preciso falar sobre esse livro é: que projeto literário! Essa foi sem sombra de dúvidas uma das leituras mais divertidas que já fiz na vida. Não me lembro de ter gostado tanto de um livro e me sentir tão envolvida com a história e os personagens há anos. Passei momentos maravilhosos perdida em notas de rodapé, anotações em margens de páginas e bilhetes escondidos entre as páginas. Foi realmente uma experiência de leitura encantadora.


E como ler S.?


Uma questão que tem sido muito levantada é sobre a maneira correta de ler o livro. Tem gente que lê só o livro inteiro e depois volta para ler acompanhando com as anotações, tem gente que faz isso por capítulo, tem gente que relê acompanhando as anotações em ordem cronológica, gente que relê deixando os anexos por último...

Enfim, a maneira correta de ler S. é: não existe maneira correta. Cada leitor adéqua a leitura ao modo que achar melhor.

Para mim funcionou muito bem ler tudo de uma vez, livro, anotações, anexos, tudo mesmo. Apenas tomei cuidado para fazer uma leitura mais lenta e absorver todos os detalhes, voltando em parágrafos que eu não li com tanta atenção e fazendo anotações em uma folha à parte para me lembrar de consultar uma determinada página que faça referência algo que está escrito mais à frente no livro.

O mais importante para mim foi determinar a ordem cronológica das anotações, o que se torna fácil depois de algumas páginas lidas devido à mudança na cor das canetas usadas por Jen e Eric. Uma vez tendo conseguido determinar essa cronologia, foi mais fácil montar mentalmente a história dos dois e entender o que se passava com eles entre uma anotação e outra.





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