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Resenha: O Retrato de Dorian Gray

Por: Thalinne Mafra

Título: O Retrato de Dorian Gray
Gênero: Clássicos
ISBN: 8572322795
Autor: Oscar Wilde
Ano de publicação: 2007
Editora: Martin Claret
Número de páginas: 177
Nota: 5

Sinopse: 
Oscar Wilde, um dos grandes escritores da língua inglesa, escreveu várias obras primas. Com suas atitudes iconoclastas e anti-convencionais escandalizou o mundo literário de sua época.

Um de seus inúmeros biógrafos escreveu: "A maior obra de Oscar Wilde foi sua própria vida: uma tragédia em cinco atos, com ressonâncias gregas, da qual foi ele mesmo o mais ardente espectador".

O Retrato de Dorian Gray, escrito em 1890, traduz as principais preocupações do autor. No Prefácio, ele diz: "Não existe livro moral nem imoral. Os livros são bem ou mal escritos. Eis tudo".


Dorian Gray é um jovem ingênuo e afetuoso recém-integrado na alta sociedade britânica do século XIX. Sua grande beleza encanta todos à sua volta e arrebata a alma do pintor Basil Hallward, que o transforma em sua maior fonte de inspiração, usando-o como modelo para sua obra-prima.

Em uma visita a Basil, o bon vivant Henry Wotton se depara com a pintura em andamento. O fascínio do pintor pelo modelo retratado o deixa extremamente curioso a respeito de Dorian, e ele insiste para que Basil o apresente ao rapaz, ao que Basil responde que não, pois conhece Henry muito bem e teme que este desvirtue a alma pura de Dorian de alguma forma. Mas os dois acabam se encontrando acidentalmente ali mesmo, no ateliê de Basil, quando Dorian chega para posar para o retrato.

Um pensamento então passa pela mente de Henry: e se as pessoas pudessem conservar eternamente a sua juventude e seus retratos envelhecessem em seu lugar?

É com esse pensamento que Henry conquista a atenção de Dorian, e o faz desejar permanecer eternamente jovem e belo. O que o rapaz descobriria depois é que o retrato não só envelheceria em seu lugar, como também se tornaria um reflexo da sua alma.

Henry é um homem inteligente e sedutor, com o dom de enfeitiçar as pessoas com suas palavras e que fala com muita propriedade sobre coisas que nunca viveu. Preso ao seu casamento acaba usando Dorian quase como uma cobaia para comprovar sua teoria sobre a necessidade de se aproveitar a vida ao máximo, enquanto a beleza e a juventude não se esvaem.


"- Boa influência é coisa que não existe, senhor Gray. Toda influência é imoral... Imoral, do ponto de vista científico.- Por quê?- Porque influenciar uma pessoa é emprestar-lhe a nossa alma." Pág. 28

Jovem e inexperiente, Dorian acaba dando ouvidos às ideias de Henry. Ele as adota para si e vai além, dando vazão a qualquer capricho sem se importar com as consequências. À medida que seu comportamento piora, Dorian descobre que os reflexos dos seus atos aparecem não em si próprio, mas no retrato. É nesse ponto que qualquer resquício de moral que pudesse ainda existir no rapaz se esvai, e ele passa a viver uma vida completamente desregrada. O belo jovem pintado no quadro vai aos poucos se tornando uma criatura vil e monstruosa.

De forma bastante poética, Wilde narra nessa história os piores desvios da personalidade humana. Apesar da complexidade do livro, a leitura flui bem e prende o leitor com seu texto rico em frases marcantes e filosóficas. A trama é fascinante e teria funcionado muito bem para uma história de terror.

"- Quanto a acreditar, sou capaz de acreditar em tudo, desde que seja coisa absolutamente incrível." Pág. 18

Os personagens Basil Hallward e Henry Wotton atuam de forma antagônica na mudança de caráter de Dorian. Enquanto Henry o influencia negativamente e o corrompe, Basil tenta ser a salvação para o rapaz, se esforçando para fazê-lo rever suas atitudes e se redimir.

Algo curioso sobre esse livro é que o diálogo inicial entre Basil e Henry aconteceu na vida real. Ao visitar um amigo pintor, Wilde se deparou com o retrato de um jovem e, assim como Henry Wotton, o autor se questionou sobre como seria interessante se o retrato envelhecesse e o modelo continuasse jovem. Assim, o personagem Basil surgiu inspirado no amigo de Wilde e Henry surgiu inspirado no próprio Wilde. Mas, diferente do seu eu literário, o escritor não chegou a conhecer o modelo.

O Retrato de Dorian Gray é sem sombra de dúvidas uma leitura obrigatória para todos que se interessam por obras clássicas da literatura internacional.
"Toda arte é absolutamente inútil." Prefácio
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Um comentário:

  1. Olá!
    Comecei esse livro e não terminei, que vergonha rs agora deu uma super vontade de pega-lo e enfim terminar! Adorei sua resenha :)
    Bjs

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