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Resenha: Trono de vidro

Por: Isabel Primo

Título: Trono de Vidro
Gênero:
Fantasia
ISBN:
9788501100573
Autor:
Sarah J. Maas
Ano de lançamento:
2013
Editora:
Galera Record
Páginas: 392

Sinopse: 
Nas sombrias e sujas minas de sal de Endovier, uma jovem de 18 anos está cumprindo sua sentença. Celaena é uma assassina, e a melhor de Adarlan. Aprisionada e fraca, ela está quase perdendo as esperanças quando recebe uma proposta. Terá de volta sua liberdade se representar o príncipe de Adarlan em uma competição, lutando contra os mais habilidosos assassinos e larápios do reino. Endovier é uma sentença de morte, e cada duelo em Adarlan será para viver ou morrer. Mas se o preço é ser livre, ela está disposta a tudo.


Vamos começar falando daquela capa linda, que chamou minha atenção imediatamente, e convenhamos que ela atende bem a proposta de personificação da personagem principal, uma assassina sanguinária e fria. O livro ainda conta com um marcador acoplado em sua orelha de trás (a questão é na hora de cortar, sou desastrada com essas coisas). A historia é medieval e dentro tem um mapa que facilita muito na ambientação e localização para o leitor. A narrativa é em terceira pessoa, contando com o ponto de vista de diversos personagens, assim podemos ter a perspectiva de vários pontos de vista de uma mesma cena ou fato.

Celaena Sardothin é a maior assassina do reino. Presa como escrava há um ano nas minas de sal de Endovier. O livro começa com ela sendo escoltada por Chaol Westfall, capitão da Guarda Real, para receber o convite de ser representante do príncipe herdeiro de Adarlan, Dorian Havillard, em uma competição para ser o campeão do reino (ou seja, um assassino do rei). Mesmo ela sendo tão boa no que faz e ter um grande desprezo pelo rei, a assassina não vê outra opção, então aceita se juntar com outros 22 meliantes, ladrões e assassinos, na competição pelo titulo de campão do rei.  E se Celaena ganhar, terá sua tão almejada liberdade, depois de trabalhar para o rei por 4 anos.

Em menos de dois capítulos a assassina já deixa claro que suas habilidades não devem ser subestimadas, pois embora Chaol tenha adotado estratégias para dificultar uma possível fuga da prisioneira, ela imagina varias maneiras de escapar. E os grilhões que a prende e sua condição física debilitada seriam seus maiores, e praticamente únicos empecilhos.

“Eles seguiram por corredores, subiram lances de escada e deram voltas e mais voltas até não haver mais a mínima chance de Celaena encontrar o caminho da saída. Pelo menos essa era a intenção do seu acompanhante, pois Celaena percebeu que eles subiram e desceram a mesma escadaria dentro de poucos minutos. Ela também não deixou de notar que, apesar de o prédio ser uma estrutura padronizada de corredores e escadarias, tinham ziguezagueado entre os andares. Como se Celaena fosse se perder assim, com tanta facilidade. Se o homem não estivesse se esforçando tanto, talvez ela tivesse se sentido insultada.”
“Celaena podia desarmar dois daqueles guardas em menos de um segundo. Será que o capitão se sairia melhor que o capataz falecido? Imaginando os possíveis resultados do confronto, ela sorriu novamente para ele.”

Já no castelo Celaena tem sua identidade escondida (seja porque o rei tinha vergonha que a maior assassina do seu reino tenha apenas 18 anos, seja porque dessa forma ela teria certa vantagem sobre seus concorrentes), e utiliza o nome de Lillian Gordaina uma ladra de joias. Celaena revoltava-se com isso, tendo como personalidade forte e orgulhosa, não lhe agrada ter a reputação temível que levou anos para construir, trocada por de uma simples ladra de joias que fazia isso apenas pra “chamar a atenção do papai”.

Encantei-me com a assassina, gosto muito da personalidade dela: explosiva, atrevida, presunçosa, orgulhosa, curiosa, ousada, petulante, decidida... ok, acho que me empolguei! Sua coragem só estremece diante do rei (figurão sóbrio em minha opinião). E se por um lado ela é uma poderosa assassina, a autora também deixa transparecer o lado mais delicado de Celaena, uma menina que gosta de musica, livros, vestidos, doce e animais. (obs.: esses dois lados ficam claros também na capa do livro, trazendo a assassina e na contracapa, que mostra ela de vestido, mas com suas armas nas mãos).

“Ela adorava roupas – amava o toque da seda, do veludo, do cetim, da camurça e do chifon – e era fascinada pela elegância das costuras, pela perfeição intricada de uma superfície bordada. Quando finalmente vencesse a tal competição ridícula, estaria livre… poderia comprar todas as roupas que quisesse.”
“– Guardas são inúteis em uma biblioteca. Ora, como ele estava errado! Bibliotecas estavam cheias de ideias. Talvez as mais perigosas e poderosas armas.”

Outra coisa na qual eu gosto nela é a mania que ela tem de imaginar como matar as pessoas enquanto conversa com elas, e assim ver como qualquer objeto aparentemente inofensivo se torna uma arma na mente de uma assassina altamente perigosa (sei que agora você esta me achando psicopática, mas fazer o que se eu gosto da criatividade dela?). Se no início ela não gostava de ninguém do palácio aos poucos foi afeiçoando uma amizade com o capitão da guarda real e até mesmo encontrou na princesa Nehemia de Eyllwe uma amiga leal.


“... mas ela pegou alguns grampos de cabelo feitos de ossos e um pedaço de barbante de um cesto de costura deixado no quarto. Não havia agulhas. Ajoelhou-se no chão acarpetado do quarto de vestir (no qual não havia roupas) e, mantendo-se atenta à porta, quebrou a cabeça dos grampos de cabelo e os amarrou com o barbante. Ao terminar, ela segurou o objeto e franziu a testa. Não era bem uma faca, mas amarradas daquele jeito, as pontas dos grampos de cabelo poderiam causar algum dano. Celaena testou a ponta com um dedo, perfurando a pele calosa com o objeto de osso afiado. Sim, a arma poderia ferir seriamente se fosse encravada no pescoço de um guarda.”

“E conseguira prender algumas agulhas de costura roubadas em uma barra de sabão para uma lança em miniatura improvisada.”
O livro é cheio de mistérios, a vida da própria Celaena é revelada aos poucos e o livro acaba deixando muitas perguntas para trás. O que me faz querer logo o segundo livro pra descobrir mais sobre a personagem. A magia que aparece no livro também vem acompanhada de mistério (porque o rei quis banir a magia do seu reino? Pergunto-me isso desde o princípio). Há também personagem que a autora não deixou bem claro quais são seus objetivos na historia. Ou seja, mais mistério que me deixou muito curiosa para ler o segundo livro.


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