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Resenha: Irene

Por: Giuliana Sena

Titulo: Irene
Autor: Pierre Lemaitre
Genero: Suspense policial
Ano: 2015
Editora: Universo dos livros
ISBN: 9788579308390
Paginas: 397


Sinopse: 
Para o comandante Camille Verhoeven, a vida não poderia estar melhor: ele tem um casamento feliz e está esperando o primeiro filho com a amável Irene. Mas sua rotina agradável é interrompida por um assassinato cuja brutalidade choca toda a Brigada Criminal. O caso se torna ainda mais sombrio quando são encontradas similaridades entre o crime e o assassinato hediondo relatado em Dália Negra, um romance policial de James Ellroy, publicado em 1987. A imprensa, então, apelida o assassino de “O Romancista” e a investigação do caso se desenvolve com os dois homens – o comandante Verhoeven e O Romancista – sob o olhar público, e um está determinado a ser mais inteligente do que o outro. No entanto, só é possível haver um ganhador: aquele que tem menos a perder.


Normalmente um livro policial nos trás um crime chocante, algumas vezes, quando se trata de assassinos em série existem vários crimes, mas com um mesmo modo operante. Mas em Irene, não. Imagine alguns dos mais horríveis crimes de alguns dos maiores clássicos da literatura policial reunidos em um único livro. Irene nos trás exatamente isso. O  comandante Camille Verhoeven se depara com o Romancista, um assassino que recebeu esse apelido porque reproduz na vida real alguns crimes da literatura.


“Na sala de autópsia, sobrea as mesas de inox, era possível discernir partes cobertas um tanto disformes, de tamanhos diferentes, ainda não haviam retirado tudo, mas já era difícil imaginar que aqueles pedaços pudessem alguma vez ter constituído um ou dois corpos. Ao olhar para uma barraca de açougueiro, não vem a ninguém a ideia de recompor mentalmente o animal inteiro.” Pág 68.


Tanto Camille como o Romancista são inteligentes e decididos, porém o primeiro tem como objetivo parar os crimes e o segundo tem como objetivo concluir sua “obra”.

Embora eu não tenha lido todos os clássicos citados não me senti perdida em nenhum momento porque nos são explicadas as partes relevantes de cada livro para a investigação de Camille. Por falar em investigação, preciso te dizer que ela é frenética, eu não conseguia largar o livro. Mas também te alerto que Pierre Lemaitre descreveu com detalhes as cenas dos crimes, então, prepare o estômago.


“Estamos diante de fatos, fatos reais e absolutos ante os quais não se pode pensar nada além do seguinte: se existe aí uma loucura fora do comum, a polícia está diante de um louco e sua missão é detê-lo.” Pág 187.

Esse livro me surpreendeu de uma maneira inenarrável no final,  talvez  algumas pessoas estranhem um pouco, mas muitas  irão, assim como eu, amar. Esse é o tipo de livro que eu sinto vontade de fazer o mundo ler, de obrigar as pessoas a minha volta a lê-lo, porque além de ser o tipo de livro que te faz sentir a necessidade de conversar com alguém a respeito também é um livro maravilhoso.
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