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Resenha - Eu sou Malala

Por: Gabriella Habibe 


Titulo: Eu sou Malala 

Gênero: História 

Autor: Malala Yousafzai e Christina Lamb 

ISBN:  9788535923438 

Ano de lançamento: 2013

Editora: Companhia das letras


Sinopse: 
Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã. Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente. “Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu”, ela diz numa das últimas passagens do livro. A história de Malala renova a crença na capacidade de uma pessoa de inspirar e modificar o mundo. 



Malala nasceu no Vale de Swat, território Paquistanês, filha de Tor Pekai Yousafzai e Ziauddin Yousafzai. Desde pequena Malala já vivia com a diferença entre homens e mulheres na região que vivia. As meninas cresciam com a ideia de que deveriam se preocupar somente com os afazeres domésticos e com o casamento, enquanto os meninos podiam fazer o que bem entendessem, incluindo pensar na sua educação e vida profissional. Porém, mesmo vivendo no meio de tal opressão, Malala sempre foi incentivada a sonhar e correr atrás de uma boa educação e um futuro promissor.  



Até que um dia, a chegada do Talibã no Vale de Swat mudou totalmente a vida dos moradores dali. O Talibã impôs regras que a desobediência levaria à morte. As meninas eram proibidas de irem estudar e as mulheres eram obrigadas a ficar dentro de casa e somente sair na companhia de um homem da sua família. O Pai de Malala era dono de uma escola e não achou justas, as novas leis do Talibã, com isso, continuou incentivando as meninas a estudarem e não compactuou em nenhum momento com as novas regras.



“Sentíamos que o Talibã nos via como pequenos bonecos a ser controlados, aos quais se dizia o que fazer e como vestir-se. Pensei que se Deus quisesse que fôssemos assim, não nos teria feito diferentes uns dos outros.” Pág. 135



Malala herdou de seu pai a luta pelos seus direitos e precocemente começou a lutar pelos direitos das meninas de possuir uma boa educação e a oportunidade de construir seu futuro. Passou a participar de palestras onde falava para as meninas a importância dos estudos e o valor que tem a educação na vida de uma pessoa.  



Malala sempre escutou de seu pai que ela seria um pássaro, mesmo sabendo que isso não aconteceria com tanta facilidade no ambiente em que ela vivia, sob toda opressão do Talibã.   No dia 9 de Outubro de 2012, voltando da escola dentro de um ônibus, Malala foi atingida por um tiro na cabeça. O atentado quase levou a menina à  morte, mas, contrariando todas as expectativas, Malala conseguiu se restabelecer.



“Como você vai aceitar o Islã se eu apontar uma arma para sua cabeça e afirmar que o Islã é a verdadeira religião? Se eles querem que todas as pessoas do mundo sejam muçulmanas, por que primeiro não se mostram bons muçulmanos?” Pág. 159



Narrado pela própria Malala, o livro é dividido em cinco partes: “Antes do Talibã”, “O vale da morte”, “Três meninas, três balas” e “uma segunda vida”. Ao tratar da história do seu país, Malala também cita o lado político, social e econômico do Paquistão, apresentando para o leitor a alta taxa de analfabetismo que existe no território, o que contribui para o avanço do Talibã e sua corrupção, manipulando o povo.



Malala é uma adolescente como qualquer outra, com conflitos pessoais, descobertas e dúvidas normais dessa fase. Porém, foi levada à luta cedo e descobriu o valor que tem o estudo na vida de uma pessoa. A leitura desse livro me levou a ter emoções próximas à leitura de “O diário de Anne Frank”, pois os dois livros me fizeram conhecer dois exemplos de muita luta e determinação. Uma pessoa especialmente única, que apesar de nova, levou voz a milhares de pessoas silenciadas injustamente pela opressão que viviam. Malala nos faz refletir e ver como o ser humano consegue chegar a níveis altos de crueldade. Faz-nos enxergar que aqueles que se denominam tão poderosos são na verdade os mais fracos. Não se tratando de fraqueza física, mas de uma fraqueza que vem da alma, pois não possuem amor ao próximo e nem mesmo o simples respeito. Malala tem um amor especial pela educação e o conhecimento. Acredita que são duas coisas que podem sim mudar o mundo. E como negar isso após ler esse livro? Impossível.


“Eu levanto a minha voz, não para que eu possa gritar, mas para que aqueles sem voz possam ser ouvidos... não é possível prosperar quando metade das pessoas ficam para trás.”



Malala é inspiradora e o livro é fantástico. Viramos pássaros junto com ela, terminamos esse livro com espírito revolucionário. E por mais que falemos a respeito, não conseguimos fazer jus a essa história.

E você, compulsiv@!
Já leu "Eu sou Malala" ou outra obra inspiradora e capaz de nos ascender o espírito revolucionário?
Conte para a gente como foi sua experiência com a leitura e, se ainda não leu esta obra sobre a história de Malala, coloque em sua lista, mesmo que ela já esteja bem extensa. Risos. Você irá se emocionar e com certeza pesquisar mais sobre esta pequena guerreira.

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0 comentários:

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