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Resenha - O diário de Anne Frank

Por: Gabi Habibe

Titulo: O diário de Anne Frank
Gênero: História
ISBN: 8501044458
Autor: Anne Frank
Ano de lançamento: 2003
Editora: Record

Sinopse: 
Anne Frank nasceu em 1929, na Alemanha, filha de um banqueiro e de uma dona de casa. Aos quatro anos de idade, Anne foi obrigada a sair do país com sua família após a chegada de Hitler ao poder. Em 1942, com a perseguição dos judeus deflagrada também na Holanda, Otto Frank, sua mulher e filhas unem-se a mais quatro pessoas e decidem se esconder dos invasores alemães. Por dois anos, até serem delatados, eles tiveram, que viver limitados ao anexo do sótão no escritório de Otto Frank. No esconderijo, o diário de Anne era o único instrumento de liberdade que ela possuía, e nele, relatou a vida cotidiana do Anexo Secreto, as transformações sofridas por cada um dos que ali residiam e a angústia daqueles dias. Anne Frank morreu de tifo, no campo de concentração Bergen-Belsen, aos 15 anos de idade.



27 de janeiro - Dia internacional em memória das vítimas do holocausto

O Diário de Anne Frank foi escrito pela adolescente Annelies Marie Frank, no período entre 1942 e 1° de Agosto de 1944. Neste diário foi relatado toda a tensão que Anne Frank e sua família passaram em um dos contextos mais difíceis da humanidade, a Segunda Guerra Mundial. Anne Frank nasceu em 12 de Junho de 1929, na cidade alemã Frankfurt, lugar onde a família de seu pai já vivia por várias gerações. Porém, com a chegada de Hitler ao poder e o crescimento do antissemitismo, a tranquilidade dessa família é colocada à prova. Com isso, Otto Frank e sua mulher Edith Frank decidem deixar a Alemanha.
Pouco antes de ser obrigada a se esconder, Anne ganha um diário como presente de aniversário. Ela começa a escrever sobre a sua vida, sua escola, sua família e amigos. Apesar de ter algumas amigas, não se sentia à vontade em falar sobre certos assuntos, por isso decide transformar o diário em uma espécie de “melhor amiga” e o batiza de Kitty. Desde então, Kitty se tornou seu refúgio e seu apoio. Era em seu diário que Anne desabafava, escrevia seus contos e guardava suas frases favoritas.
“Espero poder contar tudo a você, como nunca pude contar a ninguém, e espero que você seja uma grande fonte de conforto e ajuda.” – Anne.

Quando o Ministro da educação pede através da rádio que as pessoas guardassem os diários de guerra, Anne decide preparar o seu diário com a ideia dele ser publicado e, mais tarde, lido por outras pessoas. Ela então, começa a editar seu diário, tirando coisas desnecessárias e atribuindo informações importantes sobre os seus dias. Começa a organizar por datas e decide manter dessa forma o conteúdo para sua querida Kitty.
As coisas começam a mudar quando sua família precisa partir para o esconderijo no dia 9 de Julho, com a ajuda de alguns amigos de Otto Frank. Foi no Anexo Secreto, como Anne chamava o fundo do escritório onde estava escondida com a família, que Anne começa a documentar em seu diário como eram os dias difíceis que eles estavam passando.
Anne, apesar de nova, era uma menina com uma personalidade muito forte e sabia quais eram os seus objetivos. Já havia falado em seu diário sobre o seu sonho de ser escritora e jornalista. Gostava muito de ler e escrever, tinha as melhores notas no colégio, era muito prendada e, é claro, tinha alguns admiradores secretos. Era uma completa admiradora de seu pai, Otto Frank. Fazendo o papel de pai e melhor amigo, ele fez de tudo para sempre estar ao lado da filha e acompanhar tudo em sua vida.

“Para ser franca, não consigo imaginar como alguém poderia dizer “Eu sou fraco” e continuar assim. Se você sabe isso ao seu respeito, por que não luta contra, por que não desenvolve o caráter?”

Até que no dia 4 de Agosto, as pessoas que estavam ali escondidas foram presas, cada um foi para um lado e o destino foi escolhido pelos alemães. Anne morreu no campo de concentração, em Bergen-Belsen. O único sobrevivente foi Otto Frank, pai de Anne, que conseguiu fugir no momento que estava sendo transferido. Miep Gies e Bep Voskuijl, as duas secretárias que trabalhavam no prédio, encontraram as folhas do diário de Anne espalhadas pelo chão. Miep Gies guardou-as e após a guerra, entregou cada folha ao pai da menina, Otto Frank. E sem mais demora, Otto decidiu realizar o desejo de sua filha em publicar o diário. Ele selecionou o material, organizando tudo. Antes de morrer, Otto deixou os manuscritos da filha para o Instituto Estatal Holandês para Documentação de Guerra em Amsterdã.



“Apesar de tudo, eu ainda creio na bondade humana.” – Anne Frank.

Eu me apeguei mais do que devia à Anne. A história dessa menina emociona de uma forma inexplicável! Apesar de um contexto forte, a leitura é leve e te prende do inicio ao fim. O Instituto para Documentação de Guerra fez questão de preservar a autenticidade da obra, nos deixando garantido que tudo no diário foi escrito pela nossa querida Anne. Quem ama história vai se apaixonar por esse livro. A forma como tudo nele é explicado, nos leva a sentir como se a própria Anne tivesse ao nosso lado nos contando a sua história. Sua Editora, Record, criou versões simples do livro com a capacidade de ser carregado até no bolso. Pequeno, capa mole e escrita com uma leveza enorme nos permite ler essa obra em qualquer lugar. O Diário de Anne Frank, sem sombra de dúvidas, foi um dos melhores livros que já li. Tenho certeza que todos se emocionam com a história dessa menina. Há de marcar a vida de leitor de vocês.
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